O lema da Bittensor é ser a pioneira na produção descentralizada de inteligência artificial (IA).

Sabemos que o desenvolvimento das IAs chegou para mudar o mercado em 360°, o chat gpt, midjouney e muitas outras opções, hoje, para cada tarefa existem dezenas de inteligências artificiais prontas para executar.👽

E o case da Bittensor é justamente com IA, venha entender mais sobre o token!

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O que é Bittensor (TAO)?

Antes de explicar com exatidão o que ela é, quero questionar você sobre um ponto importantíssimo.

Já parou pra pensar como as estruturas de conhecimento humano, na natureza e até de inteligência artificial, seguem um fluxo emergente?

Vou te mostrar na imagem que a própria Bittensor deixa disponível em sua filosofia:

Podemos perceber que existe uma captura de padrões e a novidade emerge de novos formatos. É bem curioso, a própria TAO usa esse modelo.

A Bittensor é uma rede descentralizada voltada para o aprendizado de máquina, que permite a colaboração entre dispositivos para treinar e compartilhar modelos de inteligência artificial (IA) de forma distribuída.

Ela combina a tecnologia blockchain com IA, possibilitando que qualquer participante contribua com poder computacional ou dados para o treinamento de modelos e, em troca, seja recompensado.

O protocolo foi criado por Jacob Steeves (ex-engenheiro de IA do Google) e Ala Shaabana, e é mantido pela Opentensor Foundation, uma organização sem fins lucrativos.

Como funciona?

A Bittensor é um sistema de aprendizado de máquina descentralizado que permite que os participantes de uma rede compartilhem informações e previsões de modelos de IA entre si.

A rede é composta por diversos nós (ou participantes) que contribuem com poder computacional e dados para treinar modelos de IA.

Cada nó pode atuar como um provedor de serviços de IA, oferecendo capacidade de processamento para melhorar os modelos existentes ou desenvolver novos.

O funcionamento se divide em dois tipos de participantes principais:

  • Mineradores — são os que rodam os modelos de IA, processam dados e fornecem respostas.

  • Validadores — avaliam a qualidade das respostas dos mineradores e atribuem pontuações. Quem entrega mais valor recebe mais recompensas.

E tudo isso é incentivado pelo TAO, o token nativo da rede.

O ecossistema de Subnets

Aqui está um dos pontos mais importantes e que mudou MUITO desde que o projeto começou.

A Bittensor funciona por meio de subnets (sub-redes), que são basicamente mercados especializados dentro da rede. Cada subnet foca em um tipo de serviço de IA: geração de texto, computação, treinamento de modelos, detecção de fraude, navegação autônoma, e por aí vai.

Atualmente, a rede já tem 128 subnets ativas, e o plano para 2026 é expandir esse limite para 256 subnets.

Alguns exemplos de subnets com tração real:

  • Chutes (SN64): plataforma de computação serverless para IA. Oferece acesso a GPUs como NVIDIA H100 com custos até 90% menores que serviços centralizados como a AWS. Hoje é o principal provedor de inferência no OpenRouter, superando até concorrentes centralizados.

  • Targon (SN4): focada em verificação determinística e uso em escala de consumidor, com mais de US$ 10 milhões em receita.

  • Templar (SN3): voltada para treinamento colaborativo de modelos com mecanismos anti-fraude.

  • NATIX StreetVision: coleta dados de vídeo urbano de 250 mil motoristas para melhorar mapas e navegação autônoma.

A soma do market cap de todos os tokens de subnets já ultrapassa US$ 2 bilhões. Isso mostra que o ecossistema está criando valor real, não só narrativa.

Estratégias de lucro com a Bittensor

As estratégias são BEM AMPLAS, mas vou resumir as mais importantes:

Staking de TAO:

Assim como boa parte das redes, é possível fazer staking dos tokens TAO na Bittensor.

Ao travar seus tokens, os participantes ajudam a fortalecer a segurança e o funcionamento da rede e, em troca, recebem recompensas.

Com o dTAO, agora você pode fazer staking diretamente em subnets específicas, o que permite “apostar” nas que você acredita que vão performar melhor.

Valorização do Token TAO

À medida que a rede cresce e mais participantes se juntam, a demanda por TAO tende a aumentar.

Com a oferta limitada e os halvings reduzindo a emissão, a lógica de escassez funciona a favor da valorização. No entanto, claro que depende da demanda do token, não basta ser escasso, pode ver que tem caído bastante:

Bittensor é uma cópia do Bitcoin?

A Bittensor e o Bitcoin são bem parecidos, até podem tentar dizer que é cópia, mas não cola hahaha.

Compartilham a descentralização, a oferta limitada a 21 milhões de tokens e os halvings. Mas os propósitos são completamente diferentes.

Um modelo inspirado no Bitcoin

A Bittensor, ao contrário de muitos projetos de criptomoeda que criam tokens sem uma necessidade clara, desenvolveu uma estrutura sólida para o TAO, seu token nativo.

Inspirada no Bitcoin ou copiada, opa!

Ela ajustou o que era necessário para se adequar ao seu propósito único: criar um mercado descentralizado voltado para IA e recursos computacionais.

O TAO tem uma oferta total limitada a 21 milhões de tokens, assim como o Bitcoin. Como vimos anteriormente.

O processo de emissão de TAO segue uma estrutura baseada em blocos: um bloco é minerado a cada 12 segundos, e cada bloco emite 1 TAO como recompensa, dividido entre os mineradores e validadores que contribuem para a rede.

Incentivos e competição

O Bittensor usa o TAO como um incentivo para promover competição entre sub-redes que oferecem commodities digitais, como poder de computação, armazenamento e treinamento de IA. Dentro dessas sub-redes, os mineradores competem para fornecer a melhor versão dessas commodities.

O TAO é usado de duas maneiras importantes:

  1. Incentivar a criação de valor: mineradores e validadores são recompensados em TAO por suas contribuições à rede.

  2. Registrar participantes na rede: a TAO é necessária para registrar mineradores e sub-redes, garantindo que todos os participantes estejam comprometidos com o sucesso da rede.

Halvings dinâmicos

A TAO passa por eventos de halving, onde a emissão de novos tokens é reduzida pela metade.

No entanto, na Bittensor, esses halvings são dinâmicos, ocorrendo quando uma certa quantidade de TAO já está em circulação, em vez de após um número fixo de blocos.

Além disso, o próprio token TAO é usado para registrar mineradores reciclados, colocados fora de circulação temporariamente e reemitidos mais tarde, o que adia os halvings e dá tempo para a rede crescer antes que o próximo halving ocorra.

É meio complexo esse formato, mas sem dúvidas é inspirado no BTC.

Relação entre adoção e valor

Essa dinâmica dos halvings cria uma relação interessante entre a adoção da rede e o preço do TAO.

À medida que mais mineradores e sub-redes se registram, a data do próximo halving é adiada, permitindo que a rede se expanda organicamente antes que a oferta de TAO seja reduzida, potencialmente aumentando seu valor.

Riscos da Bittensor

O protocolo pode ter um futuro promissor, mas é fundamental entender os riscos, e não são poucos:

  • Complexidade técnica e barreira de entrada: a Bittensor envolve IA e blockchain, que são tecnologias complexas por natureza. Isso pode criar uma barreira alta tanto para usuários quanto para desenvolvedores, limitando a adoção ampla.

  • Concorrência no mercado de IA descentralizada: embora a Bittensor seja inovadora e tenha a vantagem de ser a primeira, está competindo com outros projetos que oferecem abordagens diferentes. Se concorrentes oferecerem soluções mais simples, ela pode perder relevância.

  • Volatilidade extrema: o token já caiu de US$ 757 para menos de US$ 143 em menos de dois anos. Uma queda de mais de 80%. Quem entra precisa ter consciência disso.

  • Concentração de tokens: embora a rede seja descentralizada em teoria, os primeiros participantes e a equipe Opentensor ainda detêm influência significativa sobre a distribuição.

  • Risco regulatório: com Grayscale e Bitwise buscando aprovação de ETFs, qualquer decisão negativa da SEC pode impactar o preço de forma relevante.

  • Governança em transição: o projeto está migrando para um modelo "headless" (sem liderança centralizada), o que é filosoficamente alinhado com a descentralização mas traz riscos de coordenação no desenvolvimento.

O que acompanhar daqui pra frente

É um token realmente interessante, e o ecossistema está crescendo de técnicamente, mas a sua demanda não.

E a grande pergunta é: a demanda real por IA descentralizada vai crescer o suficiente para sustentar e valorizar o TAO no longo prazo?

Caso contrário, corre o risco de ficar apenas na narrativa…

Então, se você buscar interagir com o protocolo, acompanhe de perto os dados, porque precisa se validar no tempo, e ultimamente não tem ido nada bem…

Até a próxima análise, se quiser sugerir o próximo token, deixa nos comentários e irei avaliar a possibilidade, abraços! 🖖

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