Top farms pra “imprimir” dólares em stable

👉⚠️ Sem cair em cilada!

O mercado pode estar em queda, e ter sido um ano difícil em 2025, mas o mercado cripto não parou, stablecoin continuam sendo úteis e pagando yield. Existem estratégias além da valorização do ativo.

E é por isso que, em fase de incerteza, muita gente migra parte da carteira pra stable não por “medo”, mas por pragmatismo, dá pra buscar retorno sem depender do preço de BTC/ETH acertar o timing.

A mecânica é simples: você deposita stablecoin em um protocolo (lending, vault ou estratégia “delta-neutral”) e recebe rendimento. Em alguns casos, ainda ganha pontos/incentivos.

O que não dá é tratar isso como renda fixa. Antes do Top 5, três alertas rápidos que precisam serem levados em conta:

  • APY muda rápido: o que paga muito hoje, pode cair amanhã.

  • Risco não é só depeg: tem smart contract, ponte/chain, liquidez de saída e, às vezes, alavancagem.

  • Yield alto quase sempre “cobra” em algum lugar: complexidade, lock, incentivos ou cauda de risco.

Com isso claro, aqui vai o Top 5 farms pra “imprimir” dólares em stable (com a fonte do yield e o principal risco de cada um). 👇

1. Hyperbeat – USDT Vault (HyperEVM)

A Hyperbeat é um protocolo de farming construído dentro do ecossistema da HyperLiquid, operando diretamente na HyperEVM.

O que ela faz é simples na teoria:

Captura oportunidades de rendimento espalhadas pelo ecossistema HyperEVM e empacota tudo em vaults para o usuário final.

Na prática, isso significa:

  • O usuário deposita USDT

  • O capital é alocado em estratégias de supply, incentivos e pontos

  • O yield vem tanto de juros reais quanto de incentivos temporários do ecossistema

Hoje, o número chama atenção.

O vault de USDT tem oscilado entre ~15% e picos próximos de 70% APY, especialmente após movimentos mais bruscos de mercado.

Historicamente, mesmo fora de momentos de stress, esse vault já se manteve acima de 10% APY, o que por si só já é relevante para stable.

O “excesso” atual vem de três fatores combinados:

  • Forte demanda por USDT dentro da HyperEVM;

  • Incentivos agressivos para bootstrapping de liquidez;

  • Pouca concorrência de capital sofisticado (ainda é early).

Além disso, o usuário não está só “fazendo juros”.

O vault também acumula points de vários protocolos ainda sem token dentro do ecossistema, o que adiciona uma camada opcional de upside futuro.

2. Solstice – Estratégias com USX (Solana)

Aqui a proposta muda bastante em relação aos farms “clássicas”.

A Solstice Finance não nasceu para competir com protocolos de incentivo inflado. O foco é outro, e sim, gerar rendimento real, previsível e repetível, usando estratégias delta-neutral executadas em cima da Solana.

Traduzindo para a prática:

  • Você deposita USX, a stablecoin do protocolo

  • O capital entra em estratégias neutras (sem aposta direcional em preço)

  • O rendimento vem de arbitragem, funding e estruturas institucionais

  • O resultado aparece como yield contínuo no YieldVault

Hoje, o APY “na tela” gira em torno de ~5%, o que à primeira vista parece pouco perto de farms malucas.

Mas o detalhe está no histórico: ~16% APY médio nos últimos 12 meses, com meses positivos de forma consistente.

Esse é o tipo de yield que não depende de token inflacionário, nem de emissão agressiva para se sustentar.

Outro ponto importante é que, além do rendimento, quem usa USX e as estratégias da Solstice costuma acumular points do protocolo, o que adiciona uma camada extra de assimetria sem mudar a estratégia principal.

3. Pendle + sUSDai (PT) — rendimento fixo

Aqui a lógica muda de novo.

Em vez de “farmar” yield variável, a ideia é comprar rendimento antecipado.

A Pendle Finance permite separar ativos que rendem juros em duas partes:

  • Principal (PT) → o valor base

  • Yield (YT) → o rendimento ao longo do tempo

Quando você compra PT, você abre mão do yield variável e trava um retorno fixo, desde que fique até o vencimento.

É exatamente isso que acontece com o sUSDai PT.

O sUSDai é a versão “staked” do USDai, uma stablecoin que ganhou atenção por usar empréstimos para empresas de IA com colateral em GPUs como fonte de rendimento.

Ao entrar via Pendle, você ignora a narrativa e foca só no número.

Hoje, na Arbitrum, o PT do sUSDai oferece algo em torno de ~30% ao ano (annualized) até o vencimento.

4. sUSDS Looping no Gearbox (Ethereum): ~20%+ em stable (com “turbo”)

A tese aqui é bem direta: pegar uma stable que já rende e aumentar a eficiência dela sem precisar caçar incentivo exótico.

O ativo base é o USDS, a stable do Sky (o “novo Maker”). A versão sUSDS é o USDS em modo “staked”, ou seja: você segura e ele já vai acumulando rendimento.

O Gearbox entra como a engrenagem.

Ele permite fazer looping: você deposita sUSDS, pega crédito em cima disso e reaplica na mesma estrutura, repetindo o processo. Na prática, você não está “inventando yield”, só está ampliando um yield que já existe.

É por isso que essa estratégia costuma aparecer com números tipo ~20%+ ao ano em stable, especialmente quando a alavancagem está num nível moderado. Não é magia. É mecânica.

5. Supply de HONEY no Dolomite (Berachain): ~20–30% em stable nativa

Aqui a lógica é simples: stable nativa + lending dominante da chain.

O HONEY é a stablecoin da Berachain. E o Dolomite é, hoje, o principal protocolo de lending do ecossistema. Quando essas duas coisas oferecidas se encontram cedo no ciclo, o resultado costuma ser APY acima da média.

Ao fornecer HONEY no Dolomite, você está basicamente fazendo o básico do DeFi bem-feito, isso é, fornecendo liquidez onde a demanda ainda é maior que a oferta.

É isso que sustenta yields na faixa de ~20%, com médias recentes passando de 30% em alguns períodos.

Parte do retorno vem em incentivos do próprio protocolo, o que ajuda a manter o yield elevado enquanto a Berachain ainda está em fase de expansão e atração de capital.

O que esse Top 5 está mostrando (e o que não está)

Esses farms não são “atalhos mágicos”, nem rendimento infinito.

Elas são um retrato bem claro do momento do mercado.

Quando o mercado entra em fase lateral, com volatilidade alta e pouca convicção direcional, o capital tende a migrar para stablecoins.

E é exatamente aí que surgem essas assimetrias de yield.

O padrão que se repete nas cinco estratégias é simples:

  • Stablecoins como base

  • Protocolos centrais do ecossistema (lending, vaults, infraestrutura)

  • Incentivos ainda ativos, seja via APY elevado ou pontos

  • Timing: cedo o suficiente para pagar bem, tarde demais para não ser experimental demais

Nada aqui depende de “acertar preço”.

⚠️ Atenção:

  • Tudo depende de estrutura, fluxo e demanda real por liquidez. Tome muito cuidado ao querer utilizar farms, esse conteúdo é apenas um demonstrativo de opções reais, e não indicação de investimento.

Faça sua própria pesquisa! 🖖🛸