O Bitcoin foi a US$ 76 mil, e a maioria das pessoas erra justamente nesse momento, começa a seguir hype, acha que o mercado voltou, e opera como se ainda estivesse em bull market.

Mas existe um padrão que já se repetiu nos últimos dois ciclos e que está se desenhando de novo agora.

Um ciclo de três fases: especulação, turbulência e recuperação e é na transição entre turbulência e recuperação que os maiores patrimônios foram construídos.

Não em bull market, quando tudo já subiu, mas em bear market, quando a maioria está com medo, desinteressada e vendendo. 🖖👇

O ciclo de liquidez que se repete em todo ciclo

O mercado global funciona em duas fases simples: risk on, quando o mercado está pro risco e tudo sobe, e risk off, quando a liquidez é restringida e o mercado cai, estamos em risk off.

Dentro do risk off, existe um padrão no mercado geral que apareceu em 2003, 2008, 2015, 2018 e 2022.

A liquidez global cai, as ações defensivas passam a performar melhor que as cíclicas, o PMI manufatureiro enfraquece e o mercado entra num ciclo de especulação seguido de turbulência.

E depois da turbulência vem a recuperação, o momento onde quem estava posicionado faz muito dinheiro.

Não um ano de alta, mas 3 a 4 anos de valorização.

Olhando para o cenário macro agora, a liquidez global continua caindo, o Fed mantém postura hawkish (restritiva), o PMI está enfraquecendo não só nos Estados Unidos mas na zona do euro e no Reino Unido também.

Tudo corrobora com a mesma direção: ainda não chegamos na fase de recuperação.

Os indicadores que confirmam: o fundo ainda não chegou

Vários indicadores fundamentalistas corroboram que o fundo ainda não foi confirmado:

  • O Bitcoin Mean Reversal Index

Ainda não mostrou aquele cruzamento claro, a linha vermelha passando com força sobre as outras linhas.

Nos ciclos passados, quando esse cruzamento aconteceu com distanciamento, foi justamente o sinal de virada do mercado. Hoje ela está colada, sem confirmação nenhuma.

  • O Realized Price dos Short-Term Holders

Continua atuando como resistência. O preço não consegue se sustentar acima dessa média.

O padrão dos ciclos anteriores foi o mesmo: turbulência, rejeição nessa média, nova queda, e só depois a recuperação com rompimento sustentado. Enquanto não romper e se manter acima, segue o bear market.

  • O indicador de lucro e prejuízo

Entre holders ainda não cruzou. Historicamente, esse cruzamento coincide com a região de fundo.

Ainda não aconteceu.

  • O Long-Term Holder Realized Price

Ainda não foi tocado. Em 2022, 2018 e 2014, o preço visitou essa zona antes de confirmar o fundo. Ainda estamos acima.

  • E o Social Risk

Que mede o interesse das pessoas pelo mercado cripto, está em níveis muito baixos. A galera está totalmente desinteressada.

A recuperação historicamente só começa quando esse interesse volta a subir. Hoje não tem sinal nenhum disso acontecendo.

As faixas de preço que importam agora

Olhando para as zonas de liquidação e o VPVR (Volume Profile Visible Range):

US$ 80.000: barreira de liquidações de shorts. O preço pode buscar essa região pra dar aquela assustada nos ursos, mas só um rompimento sustentado acima dessa faixa muda o cenário.

Enquanto não fechar velas acima de US$ 80K e se sustentar acima da faixa de bull market, nada mudou.

US$ 70.000: zona intermediária de liquidações.

US$ 62.000: zona densa de liquidações.

US$ 54.000-57.000: região do Realized Price, que coincide com o ponto de controle do VPVR. Nos ciclos passados, essa foi a zona de máximo drawdown.

E o Realized Cap continua se aproximando dos 25% históricos.

Hoje está em 23,1% na faixa de US$ 52K a US$ 72K, e em 24,8% se esticado até US$ 78K. A média de fundo em 2018 e 2022 foi justamente 25% e estamos muito próximos.

O que abril e o verão podem trazer

O cenário de curto a médio prazo segue rimando com os ciclos anteriores: possível alta em abril até a faixa de bull market, rejeição e queda mais acentuada no verão, entre maio e julho.

Três fatores macro estão no horizonte que podem eventualmente fazer a impressora de dinheiro ser ligada de novo:

As midterm elections em novembro, que historicamente geram volatilidade antes de um período de recuperação.

A possível mudança na presidência do Fed, que pode dar margem para uma postura mais dovish e cortes de juros, conforme a economia sinta os efeitos de uma restrição prolongada.

O problema estrutural da dívida americana, que é trilionária e em algum momento vai colocar o governo contra a parede, tendo que imprimir dinheiro novamente. E quando a impressora liga, ativos de risco se beneficiam.

O que fazer diante desse cenário?

DCA, ou seja, o bom e velho Dollar Cost Averaging.

Que no bom e velho português significa comprar de forma programada, quebrando a volatilidade, sem tentar acertar o fundo exato.

Comprar nessas faixas inferiores é comprar bem.

Mas é fundamental ter caixa reservada para as zonas mais baixas caso o preço visite US$ 57K-62K.

Não perseguir altas de curto prazo. Não se emocionar com rallies dentro do bear market, porque isso mata portfólio.

A mudança de opinião só acontece com uma condição clara: velas fechando acima de US$ 80.000 e se sustentando acima da faixa de bull market.

Mas até lá? Cautela!

Esse é o momento de estudar, se especializar e se posicionar. Porque as pessoas que ficaram ricas nos ciclos passados não ficaram ricas em bull market. Ficaram ricas porque se posicionaram em bear market, com método, com DCA programado e com paciência.

Quando a recuperação vier, e ela vem, como veio em todos os ciclos, quem estava preparado vai colher os resultados. E quem ficou perseguindo hype vai estar de fora… como sempre foi.

Até a próxima análise, tamo junto! 🖖

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