Toda jornada no DeFi começa com uma coisa simples, mas que muita gente ainda ignora, e não, não é uma corretora, não é um token promissor.

É a sua wallet - carteira cripto.

A carteira é o seu passaporte para o mundo cripto, sem ela, você não pode interagir com protocolos, receber airdrops, investir em pools, ou sequer, experimentar o que o DeFi realmente oferece…

É ela que te dá o controle total sobre os seus fundos, sem precisar confiar em corretoras ou terceiros. E o melhor: criar uma wallet é de graça, leva poucos minutos e é o primeiro passo para sair do modo “espectador” e começar a agir de verdade no mercado.

Nos próximos tópicos, você vai entender por que usar uma carteira, conhecer as principais opções do mercado e ver como criar sua primeira carteira e fazer uma transação do zero.

O que são Wallets e por que começar a usar?

Pense na wallet como a sua conta bancária do mundo cripto, só que sem gerente, sem burocracia e 100% sob seu controle.

Ela é o lugar onde você guarda seus ativos (como ETH, SOL, USDC, BTC) e também o meio pelo qual você se conecta a aplicativos DeFi, NFTs, jogos e até marketplaces, cada vez que você interage com um protocolo, é a sua carteira que autoriza e registra essa transação na blockchain.

E aqui vem o ponto central que é quem tem a chave, tem o dinheiro.

Quando você cria uma wallet, recebe uma “seed phrase”, que é como a senha-mestra do seu cofre.

Perdeu ela?

Perdeu o acesso.

Mas também significa que ninguém pode congelar, bloquear ou confiscar seus fundos, algo impensável no sistema tradicional.

Usar uma carteira é o primeiro passo para sair da dependência das corretoras centralizadas (as CEXs).

É o início da autonomia real no mercado: você deixa de “ter saldo numa conta” e passa a possuir seus ativos de verdade.

As principais wallets para começar

Existem dezenas de carteiras cripto no mercado, mas algumas se tornaram padrão por serem simples, seguras e com ampla compatibilidade entre blockchains.

🦊 MetaMask

A mais conhecida e usada no mundo.

Perfeita para quem opera em Ethereum, Arbitrum, Base, Optimism e outras redes EVM.

Funciona como extensão de navegador e aplicativo mobile e a grande vantagem é o ecossistema, sendo que, quase todo dApp “fala” com a MetaMask.

Ideal para quem quer começar explorando DeFi, NFTs ou testando novas redes L2.

🐰 Rabby

A queridinha dos usuários mais avançados.

Ela é uma alternativa à MetaMask, mas com interface mais limpa, suporte automático a múltiplas redes e foco em segurança.

Um dos diferenciais é o sistema de “prevenção de erros”, a carteira Rabby mostra exatamente o que cada transação vai fazer antes de você assinar.

Se você já usa MetaMask, pode importar sua seed phrase direto para o Rabby e usar as duas.

👻 Phantom

A escolha número um para quem vive o ecossistema Solana.

Rápida, intuitiva e com taxas baixíssimas, virou o “MetaMask da Solana”.

Além de guardar e enviar tokens, a Phantom permite conectar-se a dApps, stakear SOL e até colecionar NFTs da Solana.

Ela também começou a expandir para Ethereum e Polygon, o que a torna ainda mais versátil.

Essas três cobrem praticamente tudo o que você precisa para começar a navegar pelo universo cripto das redes EVM até Solana.

Mas agora, vamos para a prática da Metamask, que é geralmente a primeira e serve de base para futuras carteiras 👇🖖

🦊 Como criar sua carteira na MetaMask

Criar sua primeira wallet é o ponto de partida para entrar no mundo cripto e a MetaMask é o caminho mais simples para isso e normalmente o que todo mundo passa.

Ela funciona como sua “chave” para interagir com o DeFi, guardar tokens e conectar-se a qualquer dApp.

Passo 1 — Instalar a MetaMask

Baixe a extensão para Chrome, Brave, Firefox ou o app mobile.

Ao abrir, clique em “Criar nova carteira”.

A partir daí, você terá duas opções de segurança:

  • Frase secreta (seed) — método tradicional, 12 palavras que só você conhece.

  • Login social (Google ou Apple) — forma rápida, mas depende do seu acesso a essas contas e não é tão recomendado.

Dica de ouro: prefira a frase secreta se quiser ter 100% de controle. É o método de autocustódia real, só você pode acessar os fundos.

Passo 2 — Anote sua frase secreta

A MetaMask vai gerar 12 palavras únicas (sua Secret Recovery Phrase).

Guarde offline, em papel, em um lugar seguro… Sem mostrar como no caso anterior kkkkk. Não salve em nuvem, prints, e-mails ou senhas automáticas.

Quem tem essa frase, tem acesso total à sua carteira.

Perdeu a frase?

Perdeu o acesso.

Nem a MetaMask consegue recuperar, por isso, anote e proteja como se fosse seu cofre pessoal.

Passo 3 — Crie uma senha

Agora você define uma senha local, que será usada para desbloquear a MetaMask no seu navegador ou celular.

Ela não substitui a frase secreta, serve só para o acesso rápido.

Agora vem o segundo passo - Fazer sua primeira transação

Com a carteira criada, é hora de colocar para funcionar. Pense nisso como o “primeiro envio de e-mail” da sua vida cripto.

Passo 1 — Adicionar fundos

Clique em “Comprar” ou “Receber”.

Você verá seu endereço público (aquele código longo que começa com “0x…”).

Envie tokens de outra corretora como a Picnic para esse endereço, sempre verificando se a rede é a mesma (ex: Ethereum ERC20).

Passo 2 — Enviar tokens

Assim que o saldo aparecer, clique em “Enviar”, cole o endereço do destinatário e confirme.

A MetaMask mostrará a taxa de rede (gas fee), revise e confirme.

Pronto, transação feita. Em segundos ela aparecerá no explorador da blockchain (como o Etherscan).

Passo 3 — Conectar a um dApp

Agora vem a parte divertida: use sua wallet para se conectar a protocolos DeFi, exchanges descentralizadas e NFTs.

Ao clicar em “Conectar carteira”, escolha MetaMask e aprove a conexão.

Você está oficialmente dentro do ecossistema on-chain.

Airdrop da MetaMask: mito ou oportunidade?

Se você está há algum tempo no mundo cripto, já deve ter ouvido o rumor: “Vai ter airdrop da MetaMask.”

Essa especulação existe há mais de dois anos e, vem aumentando, especificamente recentemente:

A MetaMask é a maior wallet do mundo, com mais de 100 milhões de usuários.

Ela já possui o token MASK reservado em registros internos, e várias atualizações recentes indicam uma preparação para algo maior, como o MetaMask Snaps, o Bridge e a integração com staking nativo.

Tudo isso constrói um cenário típico de pré-lançamento de token.

Mas calma: isso não significa que o airdrop vai acontecer em 100% de certeza e nem que haverá distribuição retroativa.

O que dá para fazer é se posicionar cedo, de forma inteligente e gratuita, caso realmente se confirme.

Como se preparar

  1. Use a wallet ativamente.
    Faça swaps dentro da MetaMask, use o recurso de bridge e teste novas redes.
    Atividade on-chain sempre pesa em possíveis snapshots.

  2. Experimente o MetaMask Bridge.
    Ele conecta redes como Ethereum, Arbitrum e Base. Transfira pequenas quantias e mostre uso real.

  3. Teste o MetaMask Snaps.
    São extensões que adicionam novas funções à carteira. Usar Snaps é uma forma clara de engajamento.

  4. Mantenha constância.
    Um perfil ativo, com interações semanais, vale muito mais que uma única transação gigante.

  5. Evite múltiplas contas e bots.
    Campanhas modernas detectam comportamento artificial. Melhor ser usuário real do que “farmer” genérico.

Entendendo as redes

Se você abriu a MetaMask agora, viu ali em cima “Ethereum Mainnet”.

Mas essa é só a primeira camada do jogo.

No fundo, cada blockchain é uma rede independente, com suas próprias regras, taxas e tokens.

Pense nelas como “cidades conectadas por pontes”, a sua carteira é o passaporte e você pode viajar entre elas quando quiser.

Ethereum é a capital (cara), mas segura e com tudo funcionando.

As Layer 2s (como Arbitrum, Base e Optimism) são bairros novos: rápidas, baratas e onde a maioria dos novos apps DeFi estão nascendo.

A BNB Chain virou o centro comercial: acessível, cheia de gente e com projetos populares.

Cada uma tem seu papel, e entender isso evita o erro clássico de todo iniciante: mandar tokens para a rede errada e perder fundos.

Por isso, sempre confira qual rede está ativa antes de enviar, comprar ou conectar sua wallet.

Na MetaMask, basta clicar no nome da rede e escolher outra, como vimos antes, simples assim.

Se você quiser aprender a usar isso, na prática, como, conectar carteiras, entender protocolos e até farmar tokens, se inscreve nos 7 Dias DeFi, o nosso guia gratuito sobre como começar:

E até a próxima meu querido, não esquece de deixar a sua avaliação, pois é muitooo importante!

Até logo 🛸🖖

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