Solana já entregou alguns dos maiores crescimento do mercado cripto nos últimos ciclos.

De 2023 até 2025, quem estava posicionado viu bons ganhos, mas a dúvida agora é se a rede ainda tem fôlego para romper seus antigos all-time highs.

O hype de memecoins, a explosão de usuários em dApps e a força institucional ajudaram a impulsionar a Solana até aqui.

Mas será que esses motores ainda são suficientes? Ou a inflação do token, a dependência de narrativas especulativas e a concorrência de outras redes vão segurar essa escalada?

Neste conteúdo, vamos olhar os dados que importam, como a liquidez, adoção, fundamentos, atualizações técnicas e fluxo institucional, para avaliar se a Solana pode mesmo buscar novos patamares de preço em 2025.

Bom, se você quer entender melhor sobre a Solana, temos esse conteúdo disponível:

Hoje iremos focar mais em uma análise do ativo e observar o seu crescimento e possibilidade de desenvolvimento:

Liquidez e atividade on-chain: o termômetro da rede

O primeiro sinal de força em qualquer blockchain é simples: tem dinheiro entrando?

No caso da Solana, o volume de stablecoins dentro da rede funciona como um ótimo termômetro.

Nos últimos meses, vimos uma retração em junho (acompanharam a queda geral do mercado), mas o dado relevante é que a curva voltou a mostrar sinais de recuperação.

Mais stablecoins entrando significa mais capital pronto para ser usado em dApps, trades e staking, combustível direto para gerar taxas e valorizar o ecossistema.

Outro ponto é o número de transações.

Apesar de setembro trazer uma queda sazonal, o padrão continua claro: Solana cresce, consolida, cresce de novo.

Ou seja, mesmo com oscilações, a tendência é de expansão da atividade on-chain.

Essa combinação de stablecoins em retomada + fluxo de transações consistente, mostra que a rede ainda consegue atrair liquidez nova.

E sem liquidez, não existe rally sustentável.

Staking, inflação e o efeito no preço

Se por um lado a Solana mostra força em liquidez e uso, por outro existe uma sombra que preocupa: a inflação do token.

O mecanismo de staking garante segurança e remuneração para validadores e delegadores, mas também adiciona uma emissão constante de novos tokens.

Hoje, a inflação gira em torno de 7% ao ano. A tendência é cair gradualmente (já foi 15% no início), mas ainda exerce pressão significativa no preço. Mas isso não é tão bom, na verdade, até incomoda um pouco...

Um dado que escancara isso: no último ciclo, para Solana bater perto de US$ 250, bastaram US$ 75 bilhões de market cap.

Agora, mesmo com quase US$ 127 bilhões de market cap, o preço ficou limitado na mesma faixa, reflexo direto da emissão maior em circulação.

Em outras palavras, o ecossistema pode estar crescendo, mas o investidor precisa entender que o token precisa de mais capital para repetir as mesmas máximas.

A boa notícia é que, com demanda crescente, essa pressão pode ser absorvida. A má notícia é que, sem fluxo institucional ou hype forte, a inflação pesa como freio.

Dependência das memecoins

Outro ponto sensível do ecossistema Solana é a dependência do mercado de memecoins. Como você pode observar abaixo:

Grande parte do volume de transações e taxas vem desse nicho altamente especulativo.

Protocolos como a Pump Fun viraram motores da rede, atraindo milhões em negociações diárias, mas também trazendo volatilidade e riscos de bolha.

Isso não significa que o ecossistema não tenha inovação real.

Existem iniciativas em tokenização, parcerias institucionais e até produtos financeiros mais sólidos, mas, no curto prazo, o que sustenta boa parte da demanda por Solana é o hype especulativo.

Se o mercado de memecoins esfria, a atividade na rede cai junto.

Por outro lado, quando o hype explode, Solana consegue se destacar como a infraestrutura mais barata e rápida para esse tipo de uso, o que a mantém relevante frente a Ethereum e outras L1s.

Atualizações no Ecossistema: Solana Mais Estável e Rápida

Um dos pontos que mais pesavam contra a Solana no passado eram as quedas constantes e travamentos.

Em 2023, a rede chegou a ter mais transações revertidas do que confirmadas, algo impensável para uma blockchain que quer competir com o Ethereum.

Esse cenário está mudando.

Recentemente, foi aprovada a atualização Open Glow, com 51% dos votos favoráveis, que promete tornar a rede mais rápida e reduzir drasticamente as falhas de execução. O foco é claro: estabilidade e escalabilidade.

Hoje, já se percebe uma taxa de finalização maior e menos falhas críticas, o que melhora a confiança de desenvolvedores e usuários.

Se Solana realmente quer consolidar sua posição como o “Ethereum Killer”, entregar uma rede estável é prioridade absoluta.

Interesse Institucional e Fluxo de Capital

Outro aspecto que ajuda a entender se Solana pode alcançar novas máximas é observar o movimento dos institucionais e os fluxos de capital.

Recentemente, fundos e empresas começaram a estruturar veículos de investimento dedicados exclusivamente a Solana, um movimento parecido com o que já acontece com Bitcoin e Ethereum.

Um exemplo citado no vídeo é a Sol Strategies, que vai operar comprando SOL de forma agressiva, aumentando a demanda institucional pelo ativo.

Nos dados de fluxo de capital (inflows/outflows), Solana aparece em terceiro lugar no último mês, com aproximadamente US$ 90 milhões de saldo líquido positivo.

Não é um número tão expressivo quanto o Ethereum (que recebeu bilhões com a Base e outras L2), mas mostra que o dinheiro não está fugindo da rede.

Pelo contrário: ainda há apetite de investidores.

Técnica: níveis que importam

Do ponto de vista gráfico, Solana conseguiu se manter acima da média móvel de 50 períodos no semanal, um sinal construtivo para quem acompanha ciclos de médio prazo.

As zonas mais relevantes no curto prazo são claras:

  • Suporte forte entre US$ 180–190, faixa que já foi testada e validada.

  • Resistência imediata na casa dos US$ 210–212, região dos topos anteriores.

O cenário mais saudável seria um reteste em 180–190 para ganhar fôlego antes de buscar rompimento consistente.

Caso consiga firmar acima dos 210, o próximo alvo é revisitar o antigo ATH (~US$ 250).

Mas atenção: perder 180 de forma clara invalida a tese de alta no curto prazo, podendo abrir espaço para quedas mais fortes.

Cenários de preço: dominância e tamanho do mercado

O que realmente define se Solana pode romper o ATH não é só gráfico ou hype momentâneo, mas quanto do mercado cripto total ela consegue capturar.

📊 Dominância atual: ~3% do market cap cripto.

📈 No pico anterior: chegou a ~3,5%.

Com isso, podemos desenhar dois cenários:

  • Cenário A (mercado cripto = US$ 6 tri):
    Se Solana mantiver entre 3% e 3,5% de dominância, o preço projetado gira em torno de US$ 380.

  • Cenário B (mercado cripto = US$ 10 tri):
    Mantendo a mesma dominância, o preço alvo ficaria na faixa de US$ 520–640.

O grande extra vem se a dominância de Solana subir além da média histórica, para 5%–6%, nesse caso, o potencial de valorização é muito maior. Mas o contrário também vale de que se perder espaço para Ethereum, L2s ou novas narrativas, o upside se limita.

Riscos a monitorar

Nem só de fundamentos positivos vive a tese da Solana.

Existem fatores que podem travar ou até inverter a narrativa:

  • Tokenomics pressionado: a inflação de ~7% ao ano ainda é um peso estrutural. Se a demanda líquida não superar essa emissão, o preço sofre diluição.

  • Dependência especulativa: a rede hoje é movida, em grande parte, por memecoins e trading de curto prazo. Esse combustível gera hype, mas pode evaporar rápido.

  • Execução técnica: apesar das melhorias, falhas passadas deixaram marcas. Se novas instabilidades surgirem em momentos de pico, a confiança pode balançar.

  • Cenário macro: juros altos e dólar forte reduzem apetite por risco. Se o mercado cripto como um todo perder fluxo, Solana não escapa.

Em outras palavras, sim, o bull existe, mas exige que esses pontos sejam superados ou, no mínimo, neutralizados.

ATH em 2025 é jogo de dominância

A Solana tem os ingredientes certos para continuar relevante que é:velocidade, baixo custo, base de usuários ativa e upgrades que corrigem antigos problemas de estabilidade.

Mas os obstáculos também são claros: inflação ainda alta, dependência de memecoins e necessidade de atrair mais capital institucional.

O ponto-chave não é apenas “subir junto com o mercado”, mas ganhar espaço dentro dele.

Se a Solana mantiver (ou ampliar) sua dominância em torno de 3,5% e o total do mercado cripto avançar rumo aos US$ 6–10 trilhões, o rompimento das máximas volta ao radar.

👉 Então deixo o seguinte questionamento: Solana não precisa só de alta, precisa morder mais mercado para transformar fluxo em preço real.

E se quiser entender melhor o conteúdo, assista:

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