
Enquanto boa parte do mercado ainda debate se memecoins vão explodir de novo ou se a narrativa da IA já saturou, uma outra tese está se formando, e quase ninguém está olhando com a atenção que deveria.

A Solana está liderando a geração de receita em aplicações blockchain.
Por dias seguidos, sua receita de apps superou a de todas as outras redes combinadas. Isso não é pouca coisa.

Mas o mais curioso (e promissor) é que, apesar de liderar em métricas reais de uso, os principais protocolos DeFi da Solana, como Jupiter, Raydium e Kamino, seguem negociando com múltiplos de valuation muito mais baixos que seus equivalentes no Ethereum.
Ou seja, temos uma blockchain com alta tração, protocolos que geram receita real, e uma precificação que ainda não acompanha esse desempenho.
Estamos diante de uma oportunidade assimétrica? Ou há riscos que justificam esse desconto?
Vamos analisar dados, contexto e fundamentos que explicam por que o DeFi na Solana pode ser um dos grandes do ciclo atual, e o que falta para essa tese decolar de uma vez por todas.
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Por que o hype com a Solana ainda está de pé?
Mesmo após a queda do volume em abril, a Solana segue sendo o ecossistema mais eficiente em geração de receita com aplicações reais.

Não estamos falando só de promessas ou hype temporário, são números que mostram tração de verdade.
Enquanto outras métricas podem ser manipuladas (como “carteiras ativas”), a receita é algo que só existe se usuários estão realmente pagando para usar a rede.
E nesse quesito, a Solana está indo bem com folga.
O melhor? Essa performance ainda não está totalmente refletida no valor dos tokens desses protocolos, e isso abre espaço para oportunidades assimétricas.

Solana DeFi: fundamentos fortes, preço com desconto
Apesar dos resultados sólidos em receita, o ecossistema DeFi da Solana está sendo negociado com desconto significativo em comparação aos protocolos da Ethereum.
E isso abre uma das oportunidades mais assimétricas do mercado hoje.
Olha o cenário:
Protocolos como Jupiter ($JUP), Raydium ($RAY) e Kamino ($KMNO) estão gerando receita real, com alta participação de mercado em stablecoins, memecoins, AI e DePIN.
Mesmo assim, seus múltiplos de valuation (relação entre valor de mercado e receita) giram entre 7x e 9,5x, enquanto concorrentes como Aave e Curve chegam a 37x ou mais.

No caso do Jupiter, por exemplo, a dominância é absurda: 95% do market share entre os DEX Aggregators da Solana, movimentando bilhões e distribuindo parte da receita com recompras de tokens.
Ou seja, a Solana DeFi entrega mais, mas cobra menos. Uma distorção que, historicamente, tende a se ajustar quando o mercado amadurece e reconhece os fundamentos.
E por que esse desconto existe?
Porque muitos desses protocolos ainda não passaram por ciclos completos, têm menos de 2 anos de vida e carregam riscos maiores, mas também potencial de retorno muito superior.

O que precisa acontecer para Solana disparar?
Para que a Solana atinja o reconhecimento e a valorização que os números indicam, três forças precisam se alinhar. Tal como em uma força Jedi:

E a boa notícia é que isso já está em movimento:
1. Recuperação do sentimento de mercado
Em geral, é necessário respirar confiança novamente.
Um novo ciclo de alta, como o que historicamente se segue ao halving, traz mais liquidez, novos investidores e aumenta o apetite por risco.
Isso traz o retorno do interesse por tokens fora do mainstream, como os do ecossistema Solana.
2. Ressurgimento das narrativas quentes
Memecoins, IA e DePIN são mais que hype, são portas de entrada para milhares de novos usuários.
Toda vez que essas narrativas esquentam, o fluxo de capital entra forte nos protocolos que as viabilizam e Solana está na linha de frente desses setores.

3. Execução dos protocolos
Não adianta narrativa sem entrega.
Os projetos precisam continuar lançando melhorias, acumulando valor para o token (como recompra ou staking) e crescendo em usuários reais e receita sustentável. Jupiter, Raydium e Kamino já fazem isso, e outros podem seguir o exemplo.
Se esses três pilares se mantiverem firmes, a tese da Solana pode destravar uma valorização histórica, não só dos protocolos, mas do ecossistema como um todo.
Estejamos atentos e observando!

Solana está barata ou existe um motivo para o desconto?
Ao olhar à primeira vista, os protocolos DeFi da Solana parecem uma barganha…
Eles geram receita, lideram em volume e estão integrados a narrativas quentes como memecoins, AI e DePIN.
Ainda assim, são negociados com múltiplos bem menores que os equivalentes da Ethereum. Por quê?

A resposta está em um conjunto de riscos que o mercado já precifica, e que explicam boa parte desse desconto.
1. Ecossistema em fase de validação
Enquanto a Ethereum já provou sua robustez ao longo de ciclos de alta e baixa, boa parte do ecossistema da Solana ainda está testando sua resiliência.
Muitos protocolos surgiram nos últimos dois anos e ainda não enfrentaram grandes eventos de estresse.
2. Segurança e confiabilidade
Solana tem arquitetura e linguagem distintas, o que exige novos padrões de segurança.
Com menos tempo de maturação, há menos histórico de auditorias e mais desconfiança entre investidores institucionais, um fator decisivo quando se trata de movimentar grandes somas.
3. Sustentação da receita
Apesar do forte crescimento, boa parte da receita da Solana está atrelada a movimentos cíclicos e narrativas momentâneas.
Memecoins, por exemplo, podem desaparecer tão rápido quanto surgem. Isso torna o fluxo de receita mais instável, e mais difícil de precificar.
5. Profundidade e liquidez
A Solana avança rápido, mas ainda tem menos liquidez em seus mercados comparado à Ethereum.
Isso torna operações maiores mais difíceis e aumenta o risco de slippage, algo que afasta investidores institucionais e fundos maiores.

Oportunidade ou armadilha?
Se o mercado estivesse totalmente racional, os múltiplos de avaliação dos principais protocolos DeFi da Solana já estariam mais próximos de seus pares no Ethereum.
Mas não estão.
E isso abre uma janela assimétrica para quem enxerga antes.
Jupiter, Kamino e Raydium continuam entregando resultados consistentes.
São os maiores beneficiados das narrativas em alta, movimentam bilhões e geram receita real, não tem sido só hype.
Ou seja:
Os riscos existem (regulação, maturidade, liquidez);
Mas os dados mostram que o ecossistema está avançando rápido e tem espaço para reprecificação;
E com a Solana voltando a liderar em receita e atividade, os catalisadores certos podem fazer esse gap fechar mais cedo do que parece.
Realmente o seu preço está interessante ao olhar resultados.

