Se essas 5 coisas acontecerem, o Bitcoin volta a subir!

👀 Entenda o que pode acontecer ainda em 2026!

A primeira segunda-feira de 2026 já chegou e, se tem uma certeza nesse mercado, é que vai ser um ano de volatilidade. O Bitcoin não precisa de muita coisa pra sair do marasmo e virar manchete de novo, mas ele também não sobe “por vontade própria”.

O que manda em 2026 é macro + fluxo.

A alta forte só aparece quando algumas peças se alinham ao mesmo tempo, isso é, custo do dinheiro caindo, dólar ajudando (ou pelo menos não atrapalhando), regras ficando menos travadas, economia real ganhando tração e o dinheiro voltando a comprar via ETFs.

Sendo assim, vamos mapear os cinco pontos que precisam estar acontecendo ao longo do ano pra esse mercado voltar a construir tendência de alta, e não só repique.🖖👇

1) Juros nos EUA: o mercado quer mais cortes do que o Fed quer entregar

Esse é o ponto que abre o ano e, goste ou não, continua sendo o mais sensível.

Com juros altos, o dinheiro fica confortável na renda fixa. E, para esse ano, a expectativa é que não teremos corte na primeira reunião do FED.

O incentivo pra tomar risco diminui.

Quando os juros caem, o custo de oportunidade muda e o capital começa a procurar retorno em outros lugares, inclusive, em ativos como Bitcoin, os considerados de maior risco.

Em 2026, o que existe é uma disputa de expectativa:

  • O Fed sinaliza poucos cortes;

  • O mercado tenta precificar mais cortes;

  • E isso vai sendo reajustado reunião a reunião, conforme os dados mudam.

O calendário importa porque o ano tem 8 reuniões do Fed (FOMC), e o mercado, agora no início, está mais inclinado a empurrar a expectativa de corte para mais adiante, com o “flertar” começando por volta do 2º trimestre:

No curto prazo, a probabilidade ainda tende a apontar “manter”.

Sem sinal claro de afrouxamento, o fluxo de risco entra e sai, mas não se desenvolve como realmente deveria.

2) Dólar global: sem dólar fraco, o risco anda de lado

Depois dos juros, o segundo filtro natural para entender 2026 é o dólar.

Não como opinião, mas como leitura histórica: os grandes ciclos de alta do Bitcoin quase sempre coincidiram com períodos em que o dólar estava enfraquecendo ou, no mínimo, perdendo tração.

Em todos esses momentos, o DXY operava em tendência de queda. O problema é que esse não é o cenário mais claro hoje.

O dólar ainda mostra sinais de sustentação e, em alguns cenários, até de fortalecimento.

O que os dados sugerem neste momento:

  • O DXY está defendendo uma região técnica relevante.

  • As projeções de médio prazo (12 meses) não indicam queda estrutural.

  • Historicamente, quando essas projeções sobem, o dólar tende a acompanhar.

Isso cria um ambiente complicado para ativos de risco.

Um dólar mais forte significa:

  • Menos liquidez global disponível.

  • Capital retornando para ativos defensivos.

  • Dificuldade de sustentar movimentos prolongados em cripto.

Mesmo que o Bitcoin ensaie altas pontuais, sem um dólar cooperando, esses movimentos tendem a ser mais curtos, técnicos e vulneráveis a correções rápidas.

O mercado não precisa de um colapso do dólar para funcionar, mas se o dólar voltar a ganhar força, isso se transforma imediatamente em vento contrário.

É justamente por isso que esse fator aumenta o risco de frustração para quem espera que o ciclo avance apenas porque o calendário virou.

3) Regulamentação positiva: o que destrava demanda

Em 2025 já teve avanço, mas 2026 pode ser o ano em que a regra para de ser conversa e vira mecanismo de entrada de capital.

O ponto aqui é o Clarity Act. Ele passou na Câmara em junho e volta pro Senado no começo de 2026. Se isso andar, muda o jogo por um motivo simples: instituição grande não entra “porque quer”, entra quando o risco jurídico fica aceitável.

O que uma regulamentação mais clara tende a liberar na prática:

  • Mais produtos e veículos regulados (fundos, estruturas, distribuição formal).

  • Mais liberdade operacional pra bancos, gestoras e plataformas oferecerem cripto sem ficar pisando em ovos.

  • Mais fluxo constante, daquele tipo que não depende de euforia de Twitter ou de “narrativa da semana”.

Mas meu querido, lembre-se sempre: a regulamentação não faz preço subir sozinha.

Ela faz outra coisa, que é mais útil: reduz fricção. Quando a fricção cai, aumenta o número de players que conseguem operar com tamanho.

Com regra mais clara, a chance de entrar mais dinheiro via canais tradicionais aumenta e aí o mercado tem combustível estrutural, não só aumento especulativo.

4) PMI/ISM acima de 50: o sinal de que o ciclo voltou

O ISM PMI (manufatura dos EUA) é um termômetro simples:

  • Acima de 50 = economia industrial em expansão, apetite por risco melhora.

  • Abaixo de 50 = economia fraca/contraindo, risco fica mais “travado”.

No começo de 2026 ele está em 48,2, ainda abaixo de 50.

Por que isso entra na lista?

Porque nos ciclos em que o BTC teve alta mais forte e sustentada (2016–2017 e 2020–2021), esse tipo de indicador estava em fase melhor, indicando economia girando mais e fluxo indo para ativos de risco.

O “lado otimista” da tese é que investimento pesado (principalmente ligado a IA/Capex) aumente produtividade e ajude a puxar a indústria pra cima.

O que observar na prática em 2026:

  • PMI cruzar 50 e continuar subindo → pano de fundo bem mais favorável pra cripto.

  • PMI continuar abaixo de 50 → mercado tende a ficar mais lateral, dependente de liquidez e narrativa.

5) Fluxo consistente nos ETFs de Bitcoin

O quinto ponto é demanda real, e hoje ela passa principalmente pelos ETFs de Bitcoin.

Em 2024–2025, boa parte do fluxo que entrou foi varejo e alocação pontual.

Em 2026, para o Bitcoin voltar a subir com força, isso precisa mudar de patamar.

O que faz diferença aqui não é um dia positivo ou uma semana isolada, mas fluxo contínuo.

O que observar:

  • Entradas líquidas mensais voltando a ser positivas de forma consistente

  • Ritmo de compras na casa de milhares de BTC por mês

  • Superar períodos prolongados de saídas (que travam preço e estrutura)

Sem fluxo, não tem pressão compradora suficiente. Sem pressão compradora, o preço até pode subir por narrativa, mas não sustenta.

Quando ETFs passam a comprar de forma recorrente, o mercado muda de comportamento: quedas ficam mais curtas e altas começam a construir estrutura.

Esse é o ponto que conecta tudo: juros, dólar, PMI e regulação criam o ambiente, mas é o fluxo que empurra o preço.

O cenário de 2026

O ponto central não é “o Bitcoin vai subir ou cair”. É quais condições macro precisam se alinhar para que uma alta sustentável exista.

Se ao longo de 2026 houver:

  • juros americanos realmente entrando em trajetória de queda,

  • dólar perdendo força,

  • avanço regulatório que destrave capital institucional,

  • melhora do PMI/ISM indicando retomada econômica,

  • e retorno consistente de fluxo comprador nos ETFs,

o Bitcoin volta a operar em ambiente favorável, com espaço para romper resistências e construir novos topos.

Se esses vetores não caminharem juntos, o mercado tende a seguir mais travado, lateralizado e dependente de eventos pontuais, sem aquele movimento amplo que marca ciclos fortes.

Se você gostou da análise, considere deixar o seu feedback! Muito obrigado e até a próxima!🖖👽

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