
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
Essas são as principais notícias da última semana de forma resumida para você acompanhar tudo sobre o mercado cripto.
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Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
Bitcoin reage a tensão entre Irã e Israel
O último fim de semana foi marcado por um novo episódio de tensão geopolítica que assustou o mercado.

Os temores de uma escalada militar entre Irã e Israel voltaram a colocar o mundo em estado de alerta.
Rumores de ataques e contra-ataques foram suficientes para abalar o sentimento de risco, derrubando temporariamente o preço do Bitcoin e colocando o mercado cripto em modo de proteção.
O clima pesou: nos fóruns, traders e investidores começaram a reprecificar o cenário, temendo uma guerra em larga escala no Oriente Médio, uma região estratégica tanto para a segurança energética global quanto para o equilíbrio diplomático das grandes potências.
Ao longo do sábado e domingo, o Bitcoin chegou a recuar com força, acompanhando a aversão a risco que atingiu também o mercado tradicional.
Mas o movimento virou na segunda-feira, com um alívio inesperado.
Dois fatores contribuíram diretamente para essa reviravolta: uma sinalização “dovish” (mais branda) do presidente do Fed, Jerome Powell, e o anúncio de um possível cessar-fogo entre Irã e Israel feito por Donald Trump.
Com isso, o Bitcoin saltou novamente, superando os US$ 107 mil.

O Ethereum acompanhou o movimento com uma alta de quase 8%, seguido por XRP (+7,5%) e Solana (+6%).
O volume total do mercado cripto cresceu 4% em 24 horas, alcançando US$ 3,39 trilhões.
ETFs de Bitcoin nos EUA registraram mais de US$ 350 milhões em aportes, mostrando que investidores institucionais continuam atentos aos sinais macroeconômicos.
Mesmo com a recuperação, o mercado ainda permanece cauteloso.
A incerteza em torno de uma resolução definitiva no Oriente Médio, somada aos próximos dados de inflação (PCE) e discussões sobre tarifas comerciais, deve continuar influenciando o apetite por risco nos próximos dias.

⛏️ Mineração de Bitcoin nos EUA: fim da era de expansão?
Desde o banimento chinês em 2021, os Estados Unidos dominaram a mineração global de Bitcoin.
Hoje, concentram mais de 40% do hashrate da rede. Mas esse domínio começa a dar sinais de estagnação.

Tarifas propostas por Trump sobre importações de ASICs e a crescente competição por energia com data centers de IA têm mudado o jogo.
Mineradoras agora enfrentam dois obstáculos principais: a escassez de locais viáveis para expansão e a concorrência com gigantes como Microsoft e Meta por infraestrutura.
O foco mudou de expansão bruta para eficiência energética.
As rigs de nova geração consomem até 3x menos energia e estão impulsionando uma renovação acelerada do parque industrial, com impacto estimado de até US$ 6 bilhões por ano nos próximos anos.

🇯🇵Japão propõe nova regulamentação que pode liberar ETFs de cripto e cortar imposto para 20%
O Japão propôs uma mudança profunda na forma como trata as criptomoedas.
A Agência de Serviços Financeiros (FSA) quer reclassificar criptoativos como “produtos financeiros”, o que abriria caminho para a criação de ETFs de cripto no país e mudaria a alíquota de imposto sobre ganhos para uma taxa única de 20%, bem abaixo dos atuais até 55% cobrados no modelo progressivo japonês.
Essa proposta faz parte da estratégia do governo chamada “Novo Capitalismo”, que busca tornar o país mais atrativo para investidores.
A FSA também destacou que o número de contas cripto no Japão já supera os 12 milhões, com os ativos em custódia passando dos US$ 34 bilhões, superando, em alguns casos, o uso de produtos financeiros tradicionais como o mercado de câmbio.
Esse movimento segue a crescente participação de instituições globais em ETFs de Bitcoin e responde à pressão por um ambiente regulatório mais competitivo.

A FSA citou que mais de 1.200 instituições já detêm ETFs de BTC nos EUA, incluindo fundos de pensão e gigantes como o Goldman Sachs.
Com essa reclassificação, o Japão entra de vez na corrida por se tornar um dos centros financeiros mais amigáveis às criptomoedas.
Mas ainda pode melhorar, visto que a proposta visa 20% incidente.

💳 Chainlink e Mastercard se unem para levar cripto a 3 bilhões de usuários
A Chainlink anunciou uma nova parceria com a Mastercard para permitir que os 3 bilhões de portadores de cartão da gigante de pagamentos possam comprar criptomoedas diretamente on-chain.
A solução é apoiada por empresas como Swapper Finance, ZeroHash e Shift4 Payments, e promete uma experiência simples, não custodial e em conformidade com as normas globais.

Com essa iniciativa pode se tornar um marco na adoção de ativos digitais, ao integrar infraestrutura cripto diretamente com sistemas financeiros tradicionais.
E uma proposta de facilitar a entrada de usuários não familiarizados com Web3, algo que ainda é uma barreira para o crescimento do setor.
A Mastercard vem ampliando sua atuação em cripto desde 2024, com cartões em parceria com Kraken e MetaMask.
Enquanto isso, a Visa também segue investindo no setor, com foco em stablecoins e transações instantâneas via Coinbase.
Ao facilitar a conversão de moeda fiduciária para cripto e reduzir a fricção da experiência, a parceria entre Chainlink e Mastercard pode abrir caminho para uma adoção massiva global.
Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou
