
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
Trazendo as últimaaas novidades do mercado cripto
Acompanhe as principais da última semana!👇

Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
⛏️ Mineradores sob pressão, o que significa?
A mineração de Bitcoin está sob pressão.
Depois de uma queda histórica de 11,16% na dificuldade em fevereiro, a rede se ajustou e disparou 14,73% no ajuste seguinte. O preço do BTC não acompanhou.

O número que importa: hashprice abaixo de US$ 30/PH/day
Esse é o patamar de estresse.
Com taxas de transação respondendo por apenas 0,48% da receita dos mineradores, quase tudo depende do preço do BTC.
Quando o negócio não fecha, o minerador vende, e vende mais do que gostaria.
Mas é justamente aí que a tese fica interessante.
A VanEck analisou 12 períodos históricos de contração de hashrate e encontrou retornos medianos de ~40% nos 90 dias seguintes.

A lógica é simples: mineradores fracos desligam, dificuldade cai, os que sobram vendem menos, e a pressão sobre o preço alivia. As projeções já apontam nova queda de ~11% na dificuldade em março.
O problema é que ETFs e macro ainda mandam mais do que qualquer sinal de mineração.
Em fevereiro, um dia registrou entrada de US$ 562M nos ETFs, e dois dias depois, saída de US$ 545M.
Os mineradores parecem perto do ponto de capitulação. Mas o mercado já precificou isso ou ainda vem mais um susto antes da virada? Fica o questionamento!

📈 ETFs de Bitcoin voltam a atrair capital, mas o debate sobre "Bitcoin de papel" não para:
Depois de cinco semanas consecutivas de saídas totalizando US$ 3,8 bilhões, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram dois dias seguidos de entradas.
Só na quarta-feira foram US$ 506,5 milhões, o maior volume diário desde 2 de fevereiro, com o BTC reconquistando a faixa dos US$ 68k.

A semana já acumula US$ 560 milhões em entradas líquidas.
O IBIT da BlackRock liderou com US$ 297 milhões, seguido por Bitwise (US$ 39M) e Fidelity (US$ 30M). O volume de negociação dos ETFs também voltou acima de US$ 4,3 bilhões, maior nível desde 9 de fevereiro.
Mas nem tudo é euforia.
Enquanto o capital voltava, crescia no mercado uma discussão sobre como os grandes participantes dos ETFs, as chamadas "authorized participants", como a Jane Street, podem afetar a formação de preço do Bitcoin.
O conselheiro da Bitwise, Jeff Park, resumiu bem: nenhum AP suprime o preço do Bitcoin diretamente, mas a estrutura em si pode comprometer a qualidade da descoberta de preço.
"Essas não são a mesma coisa, mas a segunda é, sem dúvida, mais relevante", disse ele.
O tema do "Bitcoin de papel": negociação de exposição ao ativo sem compra real, já circulava desde fevereiro. Ganhou ainda mais força depois que a exchange sul-coreana Bithumb distribuiu por engano 620 mil BTC que simplesmente não existiam em seu balanço.
O dinheiro voltou, mas a pergunta sobre o que exatamente está sendo precificado nesses ETFs segue sem resposta clara.

🎰 Minerador solo ganha US$ 200 mil com apenas US$ 75 investidos
Um minerador solo validou o bloco 938092 do Bitcoin e embolsou a recompensa completa de 3,125 BTC, cerca de US$ 200 mil, depois de gastar aproximadamente US$ 75 em hashrate alugado por meio do serviço CKPool.

A operação é simples: em vez de comprar hardware, o minerador alugou 1 petahash por segundo de poder computacional por alguns instantes. Deu certo.
Estatisticamente, é raro, mas não impossível.
Em 2025, 21 mineradores solo conseguiram o mesmo feito, totalizando 66 BTC em prêmios. Em média, um bloco solo é encontrado a cada 17,2 dias no mundo todo.

É o tipo de história que lembra que o Bitcoin ainda tem algo de loteria, e que o bilhete pode custar menos de US$ 100.

📉 US$ 5 bilhões apostados contra a Strategy, mas a história é mais complexa do que parece
A Strategy (ex-MicroStrategy) segue sendo uma das ações mais vendidas a descoberto do mercado.
São cerca de 37,8 milhões de ações short, equivalente a mais de US$ 5 bilhões, com o Bitcoin abaixo do custo médio de aquisição da empresa, em torno de US$ 76k, gerando quase US$ 6 bilhões em perda não realizada no balanço.
Mesmo assim, a empresa comprou mais 592 BTC na semana encerrada em 22 de fevereiro, elevando o total para 717.722 BTC. Saylor não para.
O que mudou é como a Strategy capta dinheiro.
A empresa vem construindo uma estrutura de financiamento além da ação comum, com dois instrumentos de preferencial: o STRC, que paga dividendo variável de 11,25% ao ano, e o STRK, conversível em ações MSTR com dividendo fixo de 8%.

A empresa ainda mantém uma reserva de US$ 2,25 bilhões para cobrir cerca de 2,5 anos de obrigações, sem precisar vender Bitcoin.
Essa semana, Prevalon Energy e Anchorage Digital anunciaram alocações em STRC, sinal de que o mercado institucional está disposto a entrar pela porta do crédito, não necessariamente pela da ação.
Mas isso não significa o fim dos shorts.
O custo de aluguel das ações MSTR segue baixo, em torno de 0,41% ao ano — o que significa que os vendidos não estão sob pressão.
E parte do interesse institucional nos preferenciais pode, na prática, alimentar novas posições vendidas em MSTR como hedge.
O debate real não é sobre squeeze, e sim, sobre custo de capital.

🧾 Receita Federal cobra R$ 13 milhões de negociador P2P de Bitcoin por movimentações de 2017
Um negociador P2P de Bitcoin está sendo cobrado em R$ 13 milhões pela Receita Federal — sendo R$ 6 milhões de imposto e o restante em multa — referentes a movimentações de R$ 32 milhões realizadas em 2017.
A defesa alega que o contribuinte apenas intermediava transações, recebendo comissões, e que o dinheiro nunca foi dele.
O problema: não havia contrato formal, comprovantes individuais por operação nem segregação patrimonial.
O CARF não aceitou a tese de intermediação sem documentação robusta, e a tributação recaiu sobre o valor integral das operações.
A situação ainda tem um detalhe que agrava a conta: bitcoins adquiridos sem comprovação de custo de aquisição são considerados com custo zero pela Receita, o que infla o ganho tributável.
A defesa reconhece a dificuldade do contexto: em 2017, criptomoedas eram pouco reguladas e não havia clareza sobre como documentar esse tipo de operação. Mesmo assim, o CARF manteve a cobrança na primeira instância. O caso segue em recurso.
Para quem opera em P2P hoje, o recado é direto: contrato, rastreabilidade e segregação patrimonial não são burocracia, são proteção.

Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou
