📉Ouro derrete US$ 2,5 tri em 48h e lembra o mercado que “ativo seguro” não existe

O “porto seguro” do sistema financeiro teve uma das piores quedas em décadas, o ouro perdeu US$ 2,5 trilhões em valor de mercado em apenas dois dias, mais do que todo o valor do Bitcoin.

O movimento derrubou o metal 8% e acendeu o alerta: nem os ativos considerados estáveis estão imunes ao pânico.

Foi a maior queda desde 2013, um evento que, estatisticamente, deveria acontecer “uma vez a cada 240 mil dias de negociação”.

O motivo?

Excesso de euforia. O rali do ouro vinha sendo empurrado por FOMO, fundos tokenizados e corrida por lastro físico, até que veio a realização.

O trader Peter Brandt lembrou que o tombo equivale a 55% de todo o valor de mercado das criptos somadas. E enquanto o ouro desabava, o Bitcoin caía “só” 5% no dia, mostrando que a volatilidade não é exclusividade das blockchains.

No fim, a ironia: o ativo criado pra ser o “ouro digital” segurou melhor do que o próprio ouro.

💥 AWS trava e derruba Coinbase, MetaMask e L2s do Ethereum

Uma falha na Amazon Web Services (AWS) paralisou parte da internet nesta segunda e o mercado cripto foi junto.

Coinbase, Robinhood, MetaMask e várias redes do ecossistema Ethereum, como Base, Polygon, Arbitrum, Optimism, Linea e Scroll, enfrentaram interrupções depois que um erro no serviço DynamoDB, da região US-EAST-1, causou lentidão em 58 sistemas no mundo todo.

O problema afetou o Infura, responsável por conectar carteiras a blockchains, o que explica a falha em massa nas L2s.

O episódio expôs, de novo, a dependência da cripto em relação à Amazon: cerca de 37% dos nós do Ethereum rodam na AWS. Ou seja, basta um bug em um data center pra travar boa parte do ecossistema que se diz “descentralizado”.

Rodar nodes próprios é caro e complexo, então a maioria dos projetos prefere o caminho fácil, hospedar tudo na nuvem da Amazon. Mas isso tem um preço: quando o servidor central cai, o “mundo descentralizado” cai junto.

A queda reacendeu o debate sobre alternativas como Filecoin e Arweave, que propõem infraestrutura realmente distribuída. E, ironicamente, enquanto metade do mercado cripto ficou offline, os tokens desses projetos foram os que mais subiram.

💸 Saídas de US$ 1,2 bi dos ETFs dos EUA, enquanto Londres reabre as portas pra cripto

O dinheiro começou a mudar de rota. Os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram saídas de US$ 1,2 bilhão na última semana, a segunda maior desde o lançamento, em 2024.

BlackRock, Fidelity, ARK e Grayscale viram seus fundos sangrarem, num movimento ligado ao medo do mercado após a tensão comercial entre EUA e China. O BTC chegou a cair abaixo de US$ 104 mil, o menor nível desde junho, antes de se recuperar para a faixa dos US$ 110 mil.

Mas enquanto Wall Street recuava, Londres fez o movimento oposto.

A Bolsa de Londres liberou o início das negociações de ETNs de Bitcoin, marcando o fim da proibição de três anos para investidores de varejo no Reino Unido. BlackRock e Bitwise lideraram o lançamento, e a expectativa é que isso abra um novo ciclo de entrada de capital europeu em cripto.

Segundo a Galaxy Research, o potencial é enorme: se apenas 2% dos US$ 30 trilhões sob gestão de consultores financeiros nos EUA migrassem para Bitcoin, isso significaria US$ 600 bilhões em novos fluxos, mais que todo o mercado global de ETFs de ouro.

Enquanto o dinheiro americano sai pela porta, a Europa parece estar abrindo uma janela.

💣 Mt. Gox volta ao radar e o mercado se pergunta se vem onda de venda por aí

O lendário caso Mt. Gox está prestes a ter um novo capítulo. Até 31 de outubro, os administradores da massa falida precisam concluir os pagamentos aos credores, encerrando um processo que se arrasta há mais de uma década.

Segundo dados on-chain, ainda restam cerca de 34.689 BTC (mais de US$ 3,7 bilhões) em carteiras ligadas à exchange.

Esses fundos devem ser enviados por meio de Bitstamp, Kraken e BitGo, de forma escalonada, o que significa não haver uma data única de liberação.

O medo no mercado é simples: que uma parte grande desse volume acabe indo direto para exchanges, aumentando a pressão de venda e derrubando o preço do Bitcoin.
Mas há três possíveis caminhos:

  1. Distribuição gradual, com credores optando por manter as moedas em custódia, o que aliviaria o impacto no preço.

  2. Vendas via OTC, que movimentam grandes quantias fora das corretoras.

  3. Depósitos diretos em exchanges, o cenário mais sensível e visível para traders.

Se o padrão anterior se repetir, cerca de 60% das moedas podem chegar a exchanges, o que significaria um possível fluxo de US$ 2,4 bilhões.

Mesmo assim, o histórico mostra que os últimos repasses da Mt. Gox não geraram quedas relevantes, já que parte das moedas acabou indo para custódias privadas e negociações institucionais.

🚫 Altseason cancelada: altcoins falham em repetir o topo de 2021?

Enquanto o Bitcoin cravou nova máxima em outubro, batendo US$ 126 mil, o mercado de altcoins parece ter ficado preso no tempo.

O índice TOTAL2, que mede o valor total das altcoins (sem stablecoins), segue abaixo do pico de US$ 1,6 trilhão de 2021, mesmo com o BTC subindo 84% acima da sua antiga máxima.

Ou seja, não existe confirmação de altseason neste ciclo.

O dinheiro institucional que entra via ETFs está concentrado no Bitcoin, e a rotação para ativos de maior risco simplesmente não aconteceu.

A explicação está na liquidez e no contexto macro, a tensão entre EUA e China, somada à incerteza sobre novos cortes de juros, tem travado o fluxo de capital especulativo.

Além disso, os mineradores seguem pressionados com custos altos e margens menores, o que adiciona oferta no mercado.

Historicamente, o topo dos ciclos vem entre 520 e 550 dias após o halving, exatamente onde estamos agora.

Mas, até que o TOTAL2 feche acima de US$ 1,6 trilhão por semana, não dá pra falar em “altseason”.

Por enquanto, o jogo continua sendo do Bitcoin, e as altcoins seguem no banco de reservas.

😨 Peter Brandt vê queda de 50% no Bitcoin e compara padrão atual ao da soja nos anos 70

O lendário trader Peter Brandt, conhecido por suas análises técnicas precisas e nada dogmáticas, voltou a agitar o mercado ao afirmar que o Bitcoin pode despencar 50% em breve.

Segundo ele, o gráfico atual do BTC está repetindo o mesmo padrão da soja em 1977, quando a commodity formou um topo alargado antes de cair pela metade.

“Em 1977, a soja formou um topo alargado e depois caiu 50%. Hoje, o Bitcoin está formando um padrão semelhante”, escreveu Brandt no X.

A comparação não veio de um crítico ferrenho como Peter Schiff, mas de alguém que já fez previsões otimistas sobre o Bitcoin, o que torna o alerta mais relevante.

Brandt, inclusive, havia previsto o salto para US$ 125 mil no início do ano, mostrando que sua leitura é técnica, não ideológica.

A preocupação se estende para a Strategy (ex-MicroStrategy), de Michael Saylor, que hoje detém mais de 640 mil BTC em caixa.

As ações da empresa já acumulam queda de quase 48% desde novembro de 2024, e um tombo adicional no preço do Bitcoin poderia pressionar ainda mais o papel.

Por enquanto, a leitura de Brandt é apenas um cenário…

O “velhote corajoso”, como ele mesmo brincou, sabe que suas projeções dividem o mercado. Mas se o padrão realmente se repetir, o próximo movimento do BTC pode ser o mais doloroso deste ciclo.

📈 PlanB diz que o grande salto do Bitcoin ainda não aconteceu

O criador do modelo Stock-to-Flow (S2F), PlanB, voltou a movimentar o mercado ao afirmar que o Bitcoin ainda não chegou ao topo deste ciclo e que o verdadeiro salto de preço pode estar à frente.

Então de um lado temos um trader pessimista e do outro, um analista super otimista e ambos já acertaram no passado…

Segundo ele, o BTC não se desviou da média móvel de 200 semanas e o RSI ainda não ultrapassou 80, dois sinais que sempre antecederam as maiores altas da história.

Para PlanB, isso mostra que o bull market pode durar mais do que muita gente imagina, como, o topo poderia vir em 2026, 2027 ou até 2028.

“Ainda não houve uma transição de fase fundamental do Bitcoin neste ciclo”.

A análise surge em meio ao clima de medo no mercado, depois da maior liquidação da história, mais de 1,6 milhão de traders zerados em poucos dias.

Mesmo assim, PlanB reforça que não existe um grande bear market sem um grande salto anterior, e que o momento atual pode ser apenas uma pausa antes da aceleração final.

De acordo com o modelo S2F, o Bitcoin deveria estar hoje acima dos US$ 350 mil, muito acima do preço atual em torno de US$ 110 mil


O modelo já errou no timing antes, mas historicamente o preço sempre acabou voltando para a linha de previsão, o que explica o otimismo do analista.

PlanB encerrou dizendo que ambos os cenários são positivos, seja uma disparada rumo ao topo ou um mercado mais maduro com dominância institucional.

No fim, o recado é claro, o ciclo do Bitcoin ainda não terminou.

Mas me conta, qual a sua análise para o bitcoin?👇

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Conteúdos da semana

Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou

4.20 Lucas 👽

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