
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
Trazendo as últimaaas novidades do mercado cripto
Acompanhe as principais da última semana!👇

Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
🏦 BlackRock coloca IA, cripto, defesa e infraestrutura como os grandes temas de 2026
A BlackRock soltou um relatório de “o que acompanhar” em 2026 e colocou esses quatro temas como os principais motores do ano.
A tese é que investimentos temáticos estão ganhando peso rápido, nos EUA, o AUM de fundos temáticos cresceu 11x na última década.
No bloco de cripto, o foco é tokenização.

Eles tratam ativos tokenizados como uma nova forma de acessar mercados e usam stablecoins como exemplo mais claro (dólar em trilho on-chain).
Nesse cenário, a BlackRock destaca que o Ethereum domina cerca de 65% do mercado de tokenização, bem à frente de outras redes como BNB Chain, Solana, Stellar e Arbitrum, então, se tokenização crescer, o ETH tende a capturar parte desse movimento.

A BlackRock também reforça o próprio posicionamento: ela opera o maior ETF de Bitcoin (IBIT, com ~US$ 70,2 bi) e o maior ETF de Ethereum (~US$ 10,6 bi), e cita o IBIT como um dos ETPs de crescimento mais rápido.
Na parte de IA, a leitura é demanda de computação acelerando.
Eles citam que o uso de “tokens” no OpenRouter cresceu 17x desde 2024, puxado por tarefas mais complexas consumindo mais capacidade.
E os outros dois temas fecham o quadro macro: defesa, por fragmentação geopolítica, e infraestrutura, com a demanda global por energia virando peça central.

🌍 Ray Dalio diz que o colapso do dólar já começou e que a ordem mundial está mudando
Ray Dalio afirmou em Davos 2026 que a ordem monetária baseada em moeda fiduciária e dívida está “se desintegrando”.

Pra ele, moedas e dívida como reserva de valor já não estão sendo sustentadas pelos bancos centrais como eram antes…
O ponto central é a relação EUA–dívida: os EUA seguem emitindo muito, enquanto países que seguram ativos em dólar ficam mais cautelosos por razões geopolíticas.
Dalio diz que, num mundo com tensão e risco de sanções/congelamentos, comprar e manter dívida americana vira um risco político, e isso enfraquece a base do dólar.
Dias antes, ele já tinha dito que estamos perto de guerras e que três ordens estariam colapsando ao mesmo tempo: monetária, política interna e geopolítica.
Ele liga tudo ao “Grande Ciclo” — a tese de que potências sobem e descem — e sugere que os EUA estariam entrando na fase de perda de força.


🃏 Token de “cartas Pokémon/One Piece” derrete em horas e apaga o projeto
O $TROVE, token da Trove Markets (que prometia um marketplace para troca de cartas Pokémon, One Piece e outras), estreou e virou pó rápido.

O preço abriu perto de US$ 0,0201 e caiu para US$ 0,001 em cerca de 4 horas, um tombo de 95%.
Depois, continuou derretendo: já chegou a ser negociado perto de US$ 0,00007, praticamente zerando.

O projeto tinha chamado atenção por dizer que levantou mais de US$ 11 milhões em ICO, mas o lançamento veio cercado de ruído.
Teve gente suspeitando de “rug pull” e a própria plataforma jogou a culpa em um operador de liquidez que teria liquidado posição e acelerado a queda.
Pra piorar o clima, rolou uma troca de blockchain na véspera, saindo da Hyperliquid para a Solana, o que irritou parte dos investidores antes mesmo do token começar a rodar de verdade.

🤯Ethereum passa o Bitcoin em endereços ativos diários?
Pela primeira vez, o Ethereum superou o Bitcoin em endereços ativos diários.

O movimento começou em dezembro e se firmou em janeiro: ~950 mil endereços ativos no ETH contra ~650 mil no BTC, segundo dados citados do The Block.
O salto veio junto de um pico de atividade que não aparecia há anos. A rede bateu ~2,8 milhões de transações por dia e registrou um aumento forte na criação de novas carteiras, com média na casa de 327 mil novas por dia e pico de 393 mil.
A leitura é que isso não foi só “entrada de curiosos”: a taxa de retenção mensal dos novos usuários também subiu.

Além de uso, teve efeito direto no staking. A fila de saída de validadores ficou praticamente zerada, enquanto a fila de entrada chegou a ~2,73 milhões de ETH.
No total, são 36,1 milhões de ETH travados em staking (algo perto de 30% do supply), o que reduz moedas circulando e pode apertar a oferta no médio prazo.

O empurrão citado é a atualização Fusaka, que teria melhorado a escalabilidade e deixado o ecossistema mais “leve” para L2s e circulação de capital — e stablecoins também aparecem como combustível desse aumento de uso.
Bitcoin segue como reserva de valor dominante, mas o Ethereum está virando o “chão” onde o usuário realmente interage.
Se isso é o começo do flippening completo, ainda é debate… mas em atividade de rede, o ETH já encostou e ultrapassou.

🐳 As “novas baleias” já mandam mais que as OGs
A composição dos grandes detentores de Bitcoin mudou rápido.
Um grupo de novas baleias (carteiras com mais de 1.000 BTC há menos de 155 dias) já controla cerca de US$ 130 bilhões em BTC, passando as baleias “antigas”, com US$ 126 bilhões.
Esse bloco novo é puxado por institucional e tesourarias corporativas.
A Twenty One Capital aparece como exemplo: 43.514 BTC (cerca de US$ 3,91 bi) e posição entre os maiores detentores corporativos.
Do lado dos veículos tradicionais, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA já acumulam cerca de US$ 116,59 bilhões em BTC, algo como 6,5% do market cap estimado em US$ 1,8 trilhão.
A base média desse grupo novo está perto de US$ 98 mil, enquanto o Bitcoin gira em torno de US$ 90 mil. Isso concentra aproximadamente US$ 6 bilhões em perdas não realizadas nas mãos de baleias recentes, um “excesso de oferta” que tende a manter o mercado nervoso enquanto esse bloco disputa direção e liquidez.

📈 ARK projeta cripto em US$ 28 tri até 2030, com Bitcoin levando a maior parte
A ARK Invest colocou na mesa um cenário bem agressivo no “Big Ideas 2026”: ativos digitais virando um mercado de US$ 28 trilhões até 2030, o que implicaria um crescimento composto de 61% ao ano.

Nesse desenho, o Bitcoin seria ~70% do tamanho total.
Isso encaixa com a tese clássica deles: com cerca de 20,5 milhões de BTC minerados até 2030, o preço poderia ficar na faixa de US$ 950 mil a US$ 1 milhão.

A ARK bate na tecla de que o BTC está “amadurecendo” como classe institucional, e cita que ETFs + tesourarias corporativas aumentaram a fatia do supply de 8,7% para 12% em 2025.
O resto do crescimento não vem só de “preço subir”.
Eles colocam DeFi, stablecoins e tokenização de RWAs como motores de adoção, com blockchains de contratos inteligentes (tipo Ethereum e Solana) sendo as mais beneficiadas.

A projeção é essas plataformas chegarem a US$ 6 trilhões até 2030 (CAGR de 54%), partindo de um ecossistema que hoje já geraria algo como US$ 192 bilhões de receita anualizada, com taxa média de captura de 0,75%.
Mesmo nessas redes de smart contracts, a ARK sugere que o valor dos tokens tende a ser explicado mais por reserva de valor/ativo de reserva do que por “valuation tradicional” via fluxo de caixa descontado.

📉A queda do Bitcoin em janeiro de 2026 veio acompanhada de outro sinal: menos interesse global no tema.
No X, as interações mencionando Bitcoin caíram 32% em 2025 na comparação com 2024, segundo um levantamento compartilhado pelo Jameson Lopp.

E no Google Trends a curva também esfriou: 2024 teve picos bem mais fortes, enquanto 2025 ficou com um volume menor de buscas pelo termo.

No preço, o recuo reforça um padrão que apareceu no fim de 2025: começo do mês com tentativa de alta e depois devolução.

Nesta semana, o BTC chegou a bater US$ 87 mil como mínima (dias 20 e 21 de janeiro), mesmo depois de ter flertado com a faixa dos US$ 100 mil no início do ano.
Resumo do recado: o mercado até tenta rali, mas sem “atenção nova” entrando — e isso deixa a alta mais frágil e a volatilidade mais fácil de voltar.
Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou
