🧠 Vitalik lança o Trustless Manifesto: um lembrete do porquê a Ethereum existe

Vitalik Buterin junto com o time de Account Abstraction da Ethereum Foundation, publicou o “The Trustless Manifesto”, um texto que volta ao básico: a blockchain só faz sentido se não depender de ninguém.

O manifesto reforça a ideia de trustlessness: sistemas onde a segurança vem da matemática + consenso, e não da “boa vontade” de intermediários, empresas ou governos.

É praticamente um puxão de orelha no próprio ecossistema, que anda flertando demais com atalhos, centralizações e conforto.

Vitalik deixa claro:

Ethereum não nasceu para ser conveniente, nasceu para ser livre.

A mensagem no subtexto é bem direta: se perdermos a descentralização, perdemos tudo.

Num ciclo onde todo mundo quer velocidade, UX perfeita e “botão mágico”, o manifesto é um lembrete incômodo, mas necessário: eficiência sem soberania vira… Web2.

🇧🇷 BC muda tudo no mercado cripto brasileiro

O Banco Central soltou três novas resoluções (519, 520 e 521) que reescrevem completamente como o brasileiro compra, envia e usa cripto.

Entra em vigor em 2 de fevereiro de 2026 e muda muita coisa.

O ponto central

O BC colocou cripto dentro do sistema financeiro tradicional, com regras de câmbio, identificação e auditoria. Acabou o terreno “parcialmente livre” das exchanges.

Autocustódia continua existindo

O que mais chamou atenção:

  • Toda transferência entre exchange e carteira própria agora exige identificação do dono da carteira.

  • Na prática: sacar BTC da Binance para sua Ledger?
    A exchange vai ter que confirmar que aquela carteira é sua.

  • Isso significa KYC reverso: prova de propriedade, testes, validação.

  • Não acaba com a autocustódia, mas tira dela o último traço de anonimato.

Stablecoins = câmbio + IOF

USDT e USDC agora entram formalmente no mercado de câmbio:

  • O caminho fica aberto para cobrança de IOF de 3,5%

  • Transferências internacionais com cripto passam a seguir regras de câmbio, com limites e reporte obrigatório.

O BC está deixando claro: stablecoin é dinheiro, então entra na mesma regra de dinheiro entrando e saindo do Brasil.

Vigilância total das operações

Exchanges terão que reportar:

  • remetente e destinatário

  • data

  • ativo

  • valor em reais

  • finalidade da operação

E isso vale para qualquer transação internacional com cripto.

Proof of Reserves vira obrigação

Todas as exchanges brasileiras precisarão:

  • fazer auditoria de PoR (snapshot + Merkle tree)

  • provar que têm os ativos dos clientes

  • publicar relatório

  • repetir o processo a cada dois anos

Bom para evitar outra FTX… Ruim para quem queria operar sem ser rastreado. Péssimo para startups que não têm caixa para pagar auditoria.

Barreira de entrada gigantesca

Novas exchanges precisarão ter entre R$ 10,8 e R$ 37,2 milhões de capital próprio.

Na prática, só empresas grandes entram…

Por que tudo isso agora?

O Brasil movimentou US$ 319 bilhões em cripto entre 2024 e 2025.

90% disso em stablecoins.

E o país responde por 77% de toda a atividade cripto da América Latina.

É simples: o mercado ficou grande demais para o Estado ignorar.

E isso, não é sobre “proteger o investidor”. É sobre controle, rastreabilidade e integração do cripto ao sistema financeiro tradicional.

👀 Ações de tesourarias de Bitcoin despencam até 50%

As empresas listadas que acumulam BTC no balanço (as famosas DATs) apanharam feio.

Enquanto o Bitcoin caiu “só” ~20% do topo, Strategy despencou 50%, Metaplanet 80% e SharpLink quase 90% e meliuz 53% nos últimos 6 meses.

Em alguns casos, o valor das ações caiu tanto que está quase igual ao que elas têm em cripto, mNAV encostando em 1.

Isso costuma ser um sinal claro de estresse: elas deixam de captar capital, ficam pressionadas e, no pior cenário, são forçadas a vender parte do BTC para sobreviver.

Mas o quadro não é simples.

Mesmo com essa porrada, Galaxy Digital sobe 73% no ano e SharpLink mais de 40%.

Essa queda parece muito mais um espasmo de medo do que o fim da tese. DATs sempre exageram: sobem mais no hype e caem mais no medo. É normal.

🎓 Harvard triplica investimento em Bitcoin

A maior universidade do mundo em patrimônio resolveu apertar o botão da confiança: Harvard aumentou em 257% sua posição no IBIT, o ETF spot da BlackRock.

São quase 7 milhões de shares, algo perto de US$ 364 milhões hoje, mesmo com a queda do BTC para abaixo de US$ 100 mil.

O curioso?

Dentro das posições declaradas nos EUA, isso já é maior que Microsoft, Amazon e até ouro.

E Harvard não está sozinha.

Emory University dobrou exposição em ETFs de Bitcoin.

Um fundo soberano de Abu Dhabi aumentou posições em mais de 230%.

A mensagem tem sido clara, enquanto as sardinhas surtam com o BTC em US$ 92 mil, os players de longo prazo estão… comprando mais.

No fim, é o mesmo padrão de sempre: o preço assusta no curto prazo, mas quem pensa em décadas está acumulando, silenciosamente, enquanto o mercado grita.

⚡ Nvidia estoura o lucro e até as miners de Bitcoin respiram

A Nvidia soltou um Q3 absurdo: US$ 57 bi de receita e guidance muito acima do esperado.

Resultado?

As ações dispararam no after-market e o efeito colateral bateu direto no setor cripto.

O BTC, que tinha escorregado para US$ 89 mil, voltou para a faixa dos US$ 92 mil.
E as ações de miners, que passaram o dia sangrando, deram um salto:

  • Cipher Mining: +13%

  • IREN: +10%

  • Bitfarms, TeraWulf e CleanSpark: forte alta

  • MARA: +4%

O motivo é simples: se Nvidia voa, a tese “AI + mineração” ganha fôlego.

Cada vez mais miners estão virando híbridas — parte Bitcoin, parte infraestrutura para IA. IREN fechou US$ 9,7 bi com a Microsoft. Cipher assinou US$ 5,5 bi com a AWS.

Mas tem risco no pacote: miners estão pegando dívida para comprar GPUs. E como lembrou Matthew Sigel (VanEck), quando BTC cai e o custo do dinheiro sobe, o setor sente dobrado.

No fim, o mercado continua mostrando que mineração já não é só mineração: é energia, é infraestrutura e, agora, IA no máximo.

📈 ETFs de XRP e Solana ganham força enquanto BTC e ETH perdem bilhões

Os novos ETFs de altcoins roubaram a cena este mês e o contraste com Bitcoin e Ethereum foi alto.

Os números falam por si:

• Solana somou mais de US$ 380 milhões em entradas em três semanas
• O ETF de XRP surpreendeu: US$ 250 milhões no primeiro dia, o melhor desempenho entre todos os ETFs lançados no ano…
• Investidores claramente buscando exposição fora do “duopólio” BTC/ETH

Enquanto isso, do outro lado da mesa:

• ETFs de Bitcoin tiveram US$ 3 bilhões em saídas
• ETFs de Ethereum perderam US$ 1,2 bilhão no mesmo período
• No total, são US$ 4,2 bilhões indo embora dos dois maiores ativos do mercado

BlackRock foi metade desse movimento: só IBIT e ETHA somaram mais de US$ 2 bilhões em resgates.

O pano de fundo é simples: incerteza monetária + whales vendendo + mercado defensivo = pressão contínua nos líderes.

Conteúdos da semana

Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou

4.20 Lucas 👽

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