
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
Trazendo as últimaaas novidades do mercado cripto
Acompanhe as principais da última semana!👇

Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
🧱 BIP-110 quer “cortar spam” no Bitcoin.
O BIP-110 propõe um soft fork para limitar temporariamente a inclusão de dados não financeiros (como Ordinals) nos blocos.

A justificativa é simples: reduzir a pressão por espaço e tornar as taxas mais previsíveis, mas o debate é maior que isso.
Quem apoia diz:
Ordinals ocupam espaço e elevam taxas;
A rede deveria priorizar transações monetárias;
É uma forma de reforçar o papel do Bitcoin como dinheiro.
Quem critica argumenta:
Se a transação segue as regras, é válida;
Filtrar usos fere a neutralidade da rede;
Abrir esse precedente pode ser perigoso no longo prazo.
No fundo, não é sobre código, e sim, sobre identidade.
Bitcoin deve ser totalmente neutro quanto ao uso… ou deve proteger sua função monetária acima de tudo? Fica a pergunta!

📉 “Bitcoin vai a zero” bombou no Google (nível mais alto desde 2022)
Quando esse termo dispara no Google, não é “análise”. É termômetro de pânico. E ele costuma aparecer quando a dor já foi distribuída para o varejo.

Dessa vez, o medo tem outra cara.
Em 2022 era “o sistema cripto quebrou por dentro” (falências, FTX, contágio).
Agora é mais “o mundo tá apertando” somado a semanas de manchete negativa em cima de queda de preço. O varejo costuma chegar atrasado no medo. A narrativa profissional já começa a estabilizar, enquanto o público ainda está digitando “vai a zero” no Google.

O que isso sugere, sem vender certeza:
É sinal de capitulação emocional, não de fundamento;
Pode marcar zona de exaustão, mas não garante fundo;
Se o macro continuar ruim, o pânico pode durar mais do que a galera imagina.
No fim, a pergunta não é “vai a zero?”. A pergunta é: quem tá vendendo por medo agora e quem tá comprando tempo?

🕵️ Monero segue ativo apesar de deslistagens
Mesmo após grandes exchanges removerem o XMR, o uso do Monero em 2024 e 2025 permaneceu acima dos níveis pré-2022, ou seja, a liquidez regulada encolheu, mas a demanda não desapareceu.

O movimento mais visível está na darknet:
48% dos mercados lançados em 2025 aceitam apenas Monero;
Em ransomware, XMR é frequentemente solicitado (às vezes com desconto), mas o pagamento ainda ocorre majoritariamente em Bitcoin.
Monero não desapareceu com as deslistagens. Ele mudou de ambiente e continua sendo a principal escolha quando a prioridade é privacidade.

🧭 Sentimento em “medo extremo” e Matrixport vê sinal de fundo
O mercado entrou naquele modo clássico de pessimismo total. E é justamente aí que alguns indicadores costumam começar a virar.

A Matrixport disse que o sentimento está em níveis “extremamente deprimidos” e apontou um detalhe técnico que, em outros momentos, apareceu perto de fundos mais duradouros.

A média móvel de 21 dias do indicador proprietário deles caiu abaixo de zero e começou a apontar para cima.
Historicamente, esse tipo de reversão costuma aparecer quando a pressão vendedora vai perdendo força e o mercado começa a estabilizar, mesmo que ainda continue volátil.
O que isso pode significar na prática
A fase de “vender por desespero” pode estar perto de esgotar;
O mercado pode começar a construir um fundo (processo, não um candle);
Reação de curto prazo fica mais provável do que continuação de queda em linha reta.
Mas não é sinal de “acabou a queda”
A própria Matrixport reforça que ainda pode cair mais no curto prazo. Em sentimento, fundo não é um ponto exato, é uma zona. E às vezes o preço ainda dá mais um susto antes de andar.

📊 Metaplanet mostra os dois lados da moeda
A Metaplanet, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do Japão, reportou:
Lucro operacional 17 vezes maior em 2025;
Receita crescendo 738%;
Projeção de +81% no lucro operacional em 2026;
Grande parte disso veio da estratégia com opções sobre BTC, capturando prêmio enquanto acumulava posição.
Até aqui, parece máquina de dinheiro.
Mas aí entra o outro lado da moeda.
Com a queda do Bitcoin do topo perto de US$ 125k para abaixo de US$ 90k no fechamento do ano, a empresa registrou:
Perda não monetária de avaliação de ¥102,2 bilhões (~US$ 650 milhões);
Resultado líquido virou prejuízo contábil;
Cerca de US$ 1,2 bilhão em perdas não realizadas com o BTC na faixa atual.

Ou seja:
No operacional, ela performa, mas no contábil, o balanço tem sido uma montanha-russa. Esse é o risco estrutural de usar Bitcoin como tesouraria:
• Se o preço sobe, você é um herói de longo prazo;
• Se o preço cai, o mercado precifica dor imediatamente;
• A volatilidade do ativo passa a ser a volatilidade da ação.
E tem mais um detalhe importante: quando a ação negocia abaixo do valor patrimonial (mNAV < 1), levantar capital para comprar mais BTC fica mais difícil. A estratégia depende não só do preço do Bitcoin, mas também do humor do mercado de ações.

🚦 XRP se tornou “rotação” no meio do caos
Enquanto BTC e ETH apanham em fluxo, a XRP apareceu como um dos poucos com entrada líquida relevante (cerca de US$ 150M no ano, segundo dados de mercado).

Isso não grita “novo bull”, grita “gente mudando de lugar” quando o mercado não vai bem.
O gatilho mais claro foi utilidade prática, não narrativa.
A Coinbase passou a aceitar XRP como garantia em empréstimos em USDC. Quando um token vira colateral, ele muda de função. Em vez de vender pra buscar liquidez, parte do mercado tenta usar o ativo como “peça de crédito”.
XRP como garantia pode reduzir venda imediata em momentos de aperto;
Ao mesmo tempo, queda forte pode gerar liquidações e acelerar o downside.
Tem mais uma camada acontecendo no XRPL.
O ecossistema vem empurrando recursos com cara de “infra regulada”, tipo domínios permitidos e DEX com credenciais. Não é o DeFi aberto do Ethereum.
É uma tentativa de criar trilhos onde a instituição consegue operar com regras e limites mais claros.

Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou
