🌎 Crypto foi “mainstream” em 2025

2025 foi o ano em que cripto parou de parecer uma tese e começou a se comportar como infraestrutura.

O sinal não veio de buzz no Twitter, mas veio do mundo real com, produto, fluxo, volume e distribuição.

O que mudou de verdade:

  • Instituições abraçaram cripto como linha de produto, não como aposta experimental. Bancos, gestoras e fintechs grandes passaram a oferecer exposição, custódia e trilhos.

  • Stablecoins viraram trilho financeiro global, movimentando volumes na casa de dezenas de trilhões por ano e competindo com redes tradicionais de pagamento.

  • ETFs e veículos regulados empacotaram cripto para o mercado tradicional, trazendo capital, liquidez e um “modo de acesso” que o investidor institucional já entende.

  • A infraestrutura onchain escalou, com blockchains mais rápidas, baratas e estáveis, deixando o uso menos “heroico” e mais cotidiano.

O detalhe mais revelador é que o mainstream chegou sem alarde, muita gente já usa stablecoin, carteira e tokenização sem chamar isso de “cripto”.

Quando a tecnologia vira invisível, ela virou padrão. E aí a conversa muda.

Não é mais “se vai pegar”. É onde isso vai se encaixar primeiro: pagamentos, mercado de capitais, internet do dinheiro, ou tudo ao mesmo tempo…

📱 Xiaomi vai colocar carteira cripto nativa nos celulares vendidos no Brasil

A Xiaomi vai começar a vender aparelhos com carteira cripto já integrada de fábrica, focada em pagamentos com stablecoins, numa parceria com a rede Sei.

O recorte é bem direto. A função chega em modelos vendidos fora da China continental e dos EUA, e a Xiaomi quer priorizar regiões onde cripto já virou hábito, com o Brasil no topo da lista, junto de Europa, América Latina, Sudeste Asiático e África.

O que isso sinaliza na prática:

  • Stablecoin deixando de ser “app extra” e virando função nativa do celular

  • Pagamento onchain ficando mais próximo de Pix do que de “setup de DeFi”

  • Distribuição absurda, porque Xiaomi não precisa convencer a pessoa a baixar nada. Ela só… abre e usa

🇧🇷🌍 Fundos cripto recebem US$ 864M no mundo… e o Brasil puxa o freio

A grana voltou a pingar nos fundos cripto lá fora.

Para você ter ideia foram US$ 864 milhões de entradas na semana, já é a 3ª seguida no positivo, com cara de “otimismo cauteloso” e não de euforia.

Só que o Brasil fez o movimento oposto e registrou saída de R$ 9,1 milhões. Enquanto isso, o fluxo ficou praticamente concentrado nos EUA, que colocaram US$ 796 milhões e puxaram o mercado no colo, com Alemanha e Canadá vindo bem atrás.

No detalhe, o Bitcoin ainda é o ímã principal, mas o Ethereum segue surpreendendo no acumulado do ano.

E quando você olha por produto, o recado é bem direto: IBIT da BlackRock continua sendo o grande “ralo” institucional, com US$ 352M de entrada na semana.

O dinheiro grande segue usando ETF e produto regulado como trilho, a diferença é que, por aqui, esse apetite ainda não aparece do mesmo jeito.

🟠 Strategy compra mais US$ 980M em Bitcoin (e segue “all-in” no roteiro do Saylor)

A Strategy acabou de fazer mais uma compra pesada: 10.645 BTC por ~US$ 980 milhões, pagando em média ~US$ 92.098 por BTC. No total, já são 671.268 BTC no caixa, com custo médio histórico em torno de US$ 74.972.

O detalhe é que isso vem logo depois de outra compra parecida na semana anterior. Ou seja, não foi “uma aposta pontual”. Foi sequência.

  • Compra nova: 10.645 BTC por ~US$ 980,3M

  • Caixa total: 671.268 BTC (avaliado em ~US$ 60B no texto)

  • Captação pra comprar: ~US$ 888,2M em ações MSTR + ~US$ 82,8M em preferenciais (STRD/STRK)

A reserva de dólar de US$ 1,44B (pra cobrir dividendos e juros) não foi um “freio” na tese. Foi um amortecedor pra empresa continuar comprando BTC sem o fantasma de ter que vender em queda pra honrar obrigações.

E no pano de fundo tem o risco que muita gente ignora os índices, a Strategy permaneceu no Nasdaq 100, mas ainda vive uma novela com provedores como a MSCI, que pode decidir em janeiro se mantém ou não a empresa em alguns índices.

No fim, é o Saylor dobrando a “aposta” e dizendo pro mercado: “a liquidez do meu BTC não é de trader… é de balanço”.

E vocês, como pensam?

🦊 Bitcoin entra na MetaMask e bagunça a hierarquia das carteiras Web3

A MetaMask finalmente colocou suporte nativo a Bitcoin dentro da própria carteira.

Não é “BTC embrulhado”, não é gambiarra com extensão, não é depender de outra wallet.

É enviar, receber e guardar BTC na interface que virou padrão do DeFi.

E isso é grande por um motivo simples: a MetaMask sempre foi “a porta do Ethereum”. Agora ela quer ser a porta da Web3 inteiro.

O que muda na prática

  • Você passa a ter BTC + Ethereum + L2 + ecossistemas EVM em um só lugar

  • Dá pra comprar BTC com fiat e transferir on-chain direto pela carteira

  • A versão inicial já suporta endereços SegWit, com Taproot prometido em seguida

  • A MetaMask também fala em trocar BTC por ativos de Ethereum e Solana dentro do app, reforçando a narrativa de “carteira unificada”

O pano de fundo é competição. Carteiras multi-chain cresceram justamente porque o usuário cansou de ficar pulando de app em app.

A MetaMask demorou, mas chegou com um recado claro, se você já vive no Web3, não deveria precisar de outra carteira pra usar Bitcoin.

E tem mais um detalhe importante.

O Bitcoin parou de ser só “cofre”. Com L2s, ordinals, tokens experimentais e novas trilhas, o BTC virou ativo que as pessoas querem movimentar. A MetaMask está tentando capturar esse fluxo antes que outras carteiras virem o “super app” definitivo.

No fim, o símbolo é o que mais pesa: Ethereum wallet abraçando Bitcoin. Dois mundos que sempre foram tratados como rivais, agora começam a virar… infraestrutura complementar.

🛡️ Solana aguentou um DDoS “nível Google” e ninguém percebeu

O ataque foi gigante.

Algo perto de 6 Tbps de tráfego tentando derrubar a rede, segundo dados citados pela Pipe e confirmado por cofundadores como Yakovenko e Raj Gokal. Isso coloca a Solana no mesmo tipo de alvo que Cloudflare e Google Cloud enfrentam.

Só que o ponto real é o que não aconteceu.

Sem downtime. Sem caos de taxas. Sem rede engasgando. E esse silêncio é a manchete, porque o “meme do outage” sempre foi o argumento institucional contra a Solana.

O que essa semana provou

  • A rede continuou produzindo blocos e confirmando transações normalmente

  • Não rolou aquele padrão antigo de “tráfego sobe → validação quebra → restart manual”

  • A defesa hoje é mais “internet-scale”

    • QUIC ajudando a filtrar tráfego agressivamente

    • mercados de taxa locais derrubando spam já na entrada

    • setups de alta disponibilidade em validadores, com detecção e resposta automática a falhas

O lado B que vem junto:

A Solana ficou mais resistente, mas está ficando mais “industrial”. Em 2025, o número de operadores caiu forte e a rede está cada vez mais nas mãos de infra shops profissionais (Helius, Galaxy, Binance Staking, Figment, etc.).

Os top 20 validadores controlam ~1/3 do stake, o que puxa a crítica clássica de centralização.

O trade-off ficou bem claro: menos “amadorismo permissionless”, mais “infra que não cai”.

No fim, o mercado olhou pro preço e ignorou o principal. Se esse ataque foi mesmo nessa escala, a Solana acabou de ganhar uma coisa que ela não tinha desde 2022: evidência prática de resiliência sob guerra de tráfego.

Conteúdos da semana

Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou

4.20 Lucas 👽

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