
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
A última semana foi bem agitada, o mercado continua um pouco lateralizado, com boas oportunidades e o Bitcoin voltando a subir.
Vamos entender o que rolou!👇

Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
📉Token OM da Mantra despenca 90% em um dia e levanta suspeitas
O token OM da Mantra derreteu no domingo, com uma queda de mais de 90% em um único dia.

O colapso jogou o preço de cerca de US$ 6 para menos de US$ 0,40, pegando o mercado de surpresa.
A fundação alegou que tudo foi causado por “liquidações imprudentes”, sem envolvimento direto da equipe.
Mas os dados on-chain contaram outra história…
Nos dias anteriores, 4 milhões de tokens OM, isso é, cerca de 4,5% da oferta circulante, foram enviados para a corretora OKX.

A partir daí, começou uma venda em massa que derrubou o preço.
Pra piorar, o tokenomics havia sido alterado discretamente em fevereiro, aumentando o supply de forma agressiva.
Com 67% dos tokens alocados para insiders, contribuidores e a própria fundação, a concentração de poder ficou evidente.
O airdrop, que prometia engajar a comunidade, também gerou revolta. Mais de 50% das carteiras participantes foram classificadas como bots e excluídas da distribuição, frustrando os usuários.
As suspeitas aumentaram quando surgiram conexões entre o cofundador da Mantra e o projeto Trade.io, que desapareceu em 2018 após levantar milhões.
Mesmo padrão: promessas, hype e sumiço.
O prejuízo estimado passa dos US$ 400 milhões. Alguns investidores relatam perdas individuais de até US$ 15 milhões…
E ainda pode piorar: só em abril, está previsto o desbloqueio de mais de US$ 1,4 bilhão em tokens OM, com mais tokens liberados em maio.
Mesmo com a promessa de uma reunião para esclarecer os fatos, a confiança já foi abalada.
Mais uma lição sobre transparência, concentração de poder e como projetos mal estruturados acabam entregando exatamente o oposto do que prometem.

🚨ZKsync sofre ataque e perde US$ 5 milhões; token cai 20%
A ZKsync confirmou um ataque que forjou 111 milhões de tokens ZK, causando uma queda de 20% no preço em poucos minutos.

O invasor comprometeu uma carteira usada para distribuir airdrops e despejou os tokens no mercado, derrubando a cotação para US$ 0,05.
Foram cerca de US$ 5 milhões em tokens criados de forma indevida.
A equipe afirma que nenhum fundo de usuário foi afetado e que a falha ocorreu apenas no controle de acesso dessa carteira.
Apesar disso, a confiança na segurança do projeto foi abalada.
A comunidade tenta contato com o invasor via redes sociais, mas até agora nada…
O caso volta com o debate sobre a real robustez das layers 2 baseadas em Ethereum.

🇯🇵 Japão segue acumulando Bitcoin e a tese corporativa avança
A empresa japonesa Value Creation vai investir mais ¥100 milhões (cerca de R$ 3,4 milhões) em Bitcoin para sua tesouraria.

O movimento reforça uma tendência crescente no Japão: adotar o BTC como reserva de valor ao nível corporativo, algo já feito por companhias como a Metaplanet e a NEXON.
Apesar dos valores ainda modestos, o recado é claro, as empresas japonesas estão começando a se posicionar estrategicamente no ativo, o que pode impulsionar novas adesões se o modelo se provar eficiente.
A narrativa do "Bitcoin como ouro digital" ganha cada vez mais espaço nas finanças do MUNDO, vamos acompanhar os próximos passos.

🇨🇳 China discute o que fazer com bilhões em cripto apreendidos
A China está diante de um impasse inusitado: o país, que proíbe o comércio de criptomoedas, tem acumulado bilhões de yuans em Bitcoin e outros ativos digitais confiscados de operações ilegais.
Agora, autoridades debatem como lidar com esse “tesouro cripto” sem violar as próprias regras do país.
Isso significa que faltam regras claras para lidar com tokens apreendidos.
Cada cidade adota uma abordagem diferente, algumas contratam empresas privadas para vender os criptos no exterior e converter em yuan, reforçando os cofres públicos.
Mas isso contraria a proibição do país e abre brechas para corrupção.
Em 2023, o volume de crimes ligados a cripto saltou para mais de ¥430 bilhões (US$ 59 bilhões).
Estima-se que os governos locais tenham acumulado cerca de 15 mil BTC, colocando a China como o 14º maior holder de Bitcoin do mundo.
Há quem defenda que o Banco Central assuma essa tarefa, criando até uma reserva estratégica de cripto, inspirado na proposta de Donald Trump para os EUA.
A discussão revela uma contradição crescente, que mesmo com o banimento do comércio, o mercado já se infiltrou profundamente no sistema financeiro chinês.
A dúvida agora é se o governo vai continuar fingindo que não é com ele… ou se vai transformar o caos em estratégia.
Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou

