
👽 GM, humanos do criptoverso 👽
Trazendo as últimaaas novidades do mercado cripto
Acompanhe as principais da última semana!👇

Isso é o que vamos explorar na newsletter de hoje:
Tempo de leitura: 6 minutos
⛏️ 49 mil BTC saíram de carteiras de mineradores em 2 dias. Isso é venda?
Em 5 e 6 de fevereiro, quase 49.000 BTC foram movimentados de carteiras ligadas a mineradores (28.605 BTC num dia + 20.169 BTC no outro).

A leitura rápida seria “capitulação”. Só que tem um detalhe que muda tudo: outflow ≠ venda.
Esse dado inclui também movimento interno, troca de custódia, garantia de empréstimo e envio pra outras entidades, não só “jogar no book”.
O que dá pra dizer com mais segurança
O número é grande demais pra ser explicado só pelas mineradoras listadas que divulgaram janeiro: elas mineraram juntas ~2.377 BTC no mês.
As vendas públicas reportadas (tipo CleanSpark, Cango, etc.) não chegam perto do tamanho desse pico.

Então o mais provável é que parte relevante seja fluxo “fora do radar” (OTC/custódia/reestruturação), não “todo mundo desistindo”.
O que observar daqui pra frente:
Se esses picos continuarem e começarem a aparecer junto com entradas grandes em exchanges, aí sim vira sinal mais “vendedor”.
Por enquanto, é mais: alerta de fluxo, não confirmação de capitulação.

🌪️ Solana em “capitulação” com SOL perto de US$ 80
Segundo dados on-chain, só ~15% da oferta dos holders está no lucro, um dos níveis mais baixos desde 2022.

Isso geralmente aparece quando o mercado já passou do “corrige e volta” e entra no “ninguém quer segurar mais”.
O ponto que chama atenção é o comportamento de holders antigos. O Liveliness subiu (moedas paradas voltando a se mexer), e o NUPL de longo prazo ficou negativo — sinais de que parte do “dinheiro paciente” começou a distribuir, não a acumular.

O que isso quer dizer, na prática:
Capitulação = gente realizando prejuízo por exaustão, não por convicção.
Preço encostado em suporte (US$ 79–80). Se perder, o mercado começa a olhar US$ 70 como próxima área natural.
Se a venda dos long-term parar e o preço recuperar, a região de US$ 88 vira o “teste” de alívio.


🟠 Saylor dobra a aposta no longo prazo mesmo com BTC caindo
Michael Saylor apareceu de novo com a mesma mensagem, só que mais direta.
Com o Bitcoin perto de US$ 66,8k (cerca de -45% do topo de outubro), ele disse na CNBC que não liga pra “previsão de 12 meses”.

O jogo dele é 4 a 8 anos e, nesse horizonte, ele crava que BTC tende a performar 2–3x melhor que o S&P 500.
No pano de fundo, a Strategy virou praticamente uma “tesouraria de Bitcoin” com escala industrial.
A empresa já acumula ~714.644 BTC;
Custo total de compra na casa de US$ 49 bi;
E hoje carrega um “buraco” contábil de ~US$ 5 bi (porque o preço caiu).
Mesmo assim, ele insiste que não precisa vender.
Diz que a companhia tem caixa pra segurar dívidas e dividendos por ~2,5 anos, e que continua comprando “para sempre”, inclusive nas quedas (semana passada foram mais ~US$ 90 milhões).
É que o maior evangelista corporativo do Bitcoin está tratando essa queda como ruído operacional, e não como mudança de tese.
E quando ele fala em risco, ele joga lá pra baixo: segundo o Saylor, só vira problema de verdade se o BTC despencar pra algo como US$ 8k.

🐳 Baleias voltam às compras e seguram o BTC depois do tombo
Depois de uma queda de ~40% desde o topo de outubro, as carteiras com mais de 1.000 BTC voltaram a acumular pesado.
Segundo dados da Glassnode, esse grupo comprou ~53 mil BTC na última semana (mais de US$ 4 bi nos preços atuais), o maior ritmo desde novembro de 2025.

Isso ajudou a segurar o preço depois da pancada que jogou o Bitcoin pra região dos US$ 60k, com recuperação pra perto de US$ 70k.
O ponto é que o “suporte” ainda parece bem concentrado.
Antes dessa compra recente, as baleias tinham reduzido ~170 mil BTC desde meados de dezembro (algo como US$ 11 bi saindo dessas carteiras, excluindo ETFs e exchanges);
O resto do mercado segue travado;
ETFs com muita gente no prejuízo empresas com tesouraria em BTC comprando menos, porque as próprias ações apanharam junto.
Baleia consegue desacelerar queda, mas pra virar rali de verdade costuma precisar de participação mais espalhada, com compra consistente de mais perfis e não só “mão grande apagando incêndio”.

🧾 Governo quer IOF de 3,5% na compra de cripto no Brasil
Uma minuta de decreto prevê a criação de IOF de 3,5% sobre a compra de ativos virtuais. Hoje, esse tipo de operação não paga o imposto.

E a isenção fica de apenas R$ 10 mil por operação, isso é, desde a compra…
Por que isso entrou na pauta a equipe econômica fala em “neutralidade fiscal”, se compra de moeda estrangeira e remessa ao exterior já pagam IOF nessa faixa, cripto não poderia funcionar como atalho e o Banco Central já vinha aproximando certas operações com ativos virtuais do conceito de câmbio
O que acompanhar agora:
Ainda é proposta em consulta pública, pode sofrer ajustes;
A intenção é colocar de pé ainda em 2026;
A medida atinge especialmente quem usa ativos digitais para movimentação;
O argumento oficial também passa pelo crescimento do setor, com o volume declarado saltando de cerca de R$ 95 bi em 2020 para mais de R$ 415 bi em 2024
No fundo, é mais um passo na integração de cripto ao sistema financeiro tradicional e coleta de impostos sobre “ativos digitais”.

🌏 China vai liberar compra de Bitcoin no continente até 2026?
No Polymarket, isso tá sendo precificado em ~5%.

A pergunta é bem específica: comprar BTC com yuan dentro da China continental (não vale Hong Kong, ETF, nem “jeitinho” offshore).
O problema é que o caminho recente foi o oposto.
Em fev/2026, a China reforçou o banimento com um marco mais duro, mirando não só “exchange”, mas também facilitação, marketing, pagamentos/clearing e tratando stablecoins como vetor de evasão e risco de controle de capital.
Por isso esses 5% parecem mais “opção” de um cenário raro, tipo:
piloto super-controlado em zona especial (com limites, KYC pesado, regras próprias)
Mas, hoje, não tem sinal claro disso.
O desenho que eles montaram é: experimentos controlados em Hong Kong + tokenização supervisionada, e continente fechado para RMB → BTC.

🤖 Vitalik quer outro caminho para IA, com Ethereum no centro
Enquanto grandes labs falam em “corrida pela AGI”, Vitalik Buterin questiona o próprio enquadramento da disputa.

Pra ele, tratar AGI como uma corrida para “chegar primeiro” ignora o mais importante: quem controla, como verifica e quais valores guiam essa infraestrutura.
Em vez de aceleração cega, a proposta é integrar IA + cripto sob quatro pilares:
Descentralização
Privacidade forte
Verificação criptográfica
Empoderamento humano
A visão não é Ethereum “construindo AGI”, mas servindo como trilho econômico e de coordenação para agentes de IA.
Ele organiza isso em 4 frentes principais:
IA privada e verificável
LLMs rodando localmente, pagamentos com zero-knowledge para usar APIs sem expor identidade, provas criptográficas e verificação do lado do cliente.
Camada econômica para agentes
Ethereum como settlement layer para IA-para-IA: depósitos programáveis, pagamentos por uso, reputação onchain e resolução de disputas.
Ferramentas cypherpunk 2.0
Assistentes locais que auditam contratos, sugerem transações e verificam provas — sem depender de interface centralizada.
Governança + mercados preditivos melhorados
Sistemas mais robustos de coordenação coletiva, voto e previsão.
O contraste é claro.
Enquanto parte da indústria fala em superinteligência rápida, Vitalik fala em infraestrutura resistente.
Não é “quem chega primeiro na AGI”. É “quem constrói trilhos que não explodem quando ela chegar”.
A pergunta é se o mercado vai precificar segurança e coordenação…
Conteúdos da semana
Por fim, fique com alguns conteúdos importantes que preparei essa semana para ajudar você a continuar entendendo o que está acontecendo no mercado cripto. 👇

Dormiu, acordou, coletou
