A tecnologia das criptos nunca estiveram tão avançadas…

Blockchains mais rápidas, soluções de escalabilidade sofisticadas, transações quase instantâneas, tudo isso é real.

Mas mesmo com tanta evolução técnica, a sensação geral é de estagnação…

Cadê o entusiasmo que movia as pessoas? Cadê a sensação de fazer parte de algo maior?

Nos últimos anos, o setor atraiu bilhões em capital, mas perdeu algo essencial no processo: sua capacidade de inspirar.

Salvo exceções como o Bitcoin e algumas moedas, poucos projetos de fato conseguiram mover novos participantes de forma orgânica.

O que estamos vendo, especialmente no Ethereum e nos ecossistemas que giram em torno dele, é uma desconexão crescente entre tecnologia e cultura.

A infraestrutura melhorou, mas a narrativa parou.

Sem histórias fortes, tudo vira produto. E quando tudo vira produto, as pessoas deixam de se importar… É a realidade meu caro defizero…

🖖👇

Lorebuilding: mais do que contar histórias, é cultivar mitos vivos

Todo projeto tem uma história. Mas nem toda história vira cultura.

O que diferencia um simples storytelling de um lore é a profundidade e, principalmente, a capacidade de sobreviver ao tempo. Mas calma… Não estamos falando de lore de lol…

Lorebuilding não é sobre inventar uma narrativa para vender um token e nem criar personagens de um mundo específico. É sobre plantar uma ideia que cresce com a comunidade.

Enquanto o marketing tenta atrair usuários com promessas e números, a lore convida pessoas a se identificarem, contribuírem e viverem uma experiência coletiva.

Uma boa lore tem três camadas de envolvimento:

  • Atenção: quando alguém começa a observar, ainda de fora.

  • Sentimento: quando essa pessoa passa a se identificar com a ideia.

  • Co-criação: quando ela começa a contribuir com memes, rituais, piadas internas, eventos.

É nessa última camada que a mágica acontece. O projeto deixa de ser apenas um produto e vira uma cultura viva, onde cada participante ajuda a expandir o significado original.

Um exemplo que pode perceber é a nossa própria comunidade do defiverso:

A lore não é um texto pronto. É uma narrativa em construção, e o tempo é o seu editor.

Assim como no defiverso prezamos pela comunidade, o token deve seguir o mesmo príncipio.

Juntos além de um simples farm ou tecnologia.

Bitcoin e Ethereum: como o lore moldou seus ciclos

Muito antes de serem ativos trilionários, Bitcoin e Ethereum eram ideias compartilhadas, e isso fez toda a diferença.

Satoshi não lançou apenas uma tecnologia. Ele lançou um símbolo, uma resposta direta à crise de 2008, gravada na própria origem do protocolo: “The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks.”

Esse gesto simples virou semente de uma cultura.

Vieram os cypherpunks, os primeiros fóruns, os memes como “HODL”, os marcos como o Pizza Day e os traumas como Mt. Gox.

Cada evento virou ritual, frase, aprendizado. E todos ajudaram a cimentar o que hoje chamamos de “comunidade do Bitcoin”.

Ethereum seguiu por um caminho diferente, mas igualmente simbólico.

Vitalik não queria apenas “optar por fora do sistema”, como o Bitcoin, ele queria construir um novo sistema do zero.

A Ethereum nasceu como uma plataforma de possibilidades infinitas, onde qualquer um poderia criar seus próprios protocolos, jogos, economias e organizações.

Se o Bitcoin tem uma narrativa de escassez e resistência, o Ethereum nasceu com uma lógica de abundância e experimentação.

DeFi, NFTs, DAOs: tudo isso surgiu como ramificações do lore inicial de uma “máquina mundial” aberta e programável.

A diferença é que, com o tempo, essa narrativa se fragmentou.

Enquanto o Bitcoin manteve sua essência simples e direta, o Ethereum se tornou um ecossistema tão plural que passou a ter dificuldade em contar uma história única.

E é aí que mora um dos principais desafios do presente.

Quando o marketing toma o lugar do significado

Com o tempo, muitos projetos deixaram de construir cultura e passaram a seguir um roteiro previsível: levantar capital, prometer um “novo L1/L2/narrativa”, rodar campanhas milionárias, abrir o token e ver a comunidade evaporar dias depois.

É o marketing tentando ocupar o lugar do lore.

Só que um banner bonito não cria vínculo. Um slogan de impacto não substitui um símbolo compartilhado.

O problema não é fazer marketing. O problema é fazer marketing sem contexto, sem história, sem alma.

Quando uma equipe fala com o público como se ele fosse um número a ser otimizado, em vez de uma pessoa a ser inspirada, o resultado é previsível: adesão sem fidelidade.

Hoje, vemos métricas que antes sinalizavam engajamento serem manipuladas: usuários que interagem só pelo airdrop, comunidades que somem depois do TGE, projetos que vivem de comprar influência, não de inspirar ação.

Lorebuilding não pode ser comprado, ele precisa ser vivido.

E enquanto o foco estiver em performance de curto prazo, os projetos continuarão girando em torno de si mesmos, sem formar raízes.

Como reacender o espírito do lorebuilding no cripto

Se cripto perdeu parte de sua alma, isso não quer dizer que ela não possa ser recuperada.

Lorebuilding não é uma tendência, é uma prática de longo prazo. E como toda boa prática, começa com pequenos gestos consistentes.

Pra isso, precisamos de novos papéis. Não apenas fundadores e builders, mas:

  • Profetas, sim, profetas que leem os sinais do tempo e dão nome ao que ainda está se formando;

  • Jardineiros, que cuidam do solo onde as ideias crescem, sem apressar o ciclo;

  • Tradutores, que transformam complexidade técnica em símbolos que qualquer um possa sentir e compartilhar.

A lore começa com um insight, mas só ganha vida quando encontra espaço para ser vivido em comunidade e isso exige:

  • Rotinas compartilhadas (como marcos, memes, datas simbólicas);

  • Referências acessíveis (como slogans, gifs, inside jokes);

  • Frestas para participação espontânea (como concursos, fóruns, ou até um bot que registra memes da comunidade).

E o mais importante: exige humildade. Ninguém controla a lore. Quem tenta forçar, perde. A boa lore é regada de forma indireta, ela nasce onde há espaço, não onde há script.

O retorno ao que realmente move as pessoas

Cripto nasceu de uma ruptura.

De uma desconfiança coletiva que virou código, comunidade, cultura.

Mas no meio do caminho, trocamos alma por métrica. Otimizamos para números, esquecendo que os ciclos que realmente marcaram época não foram movidos por campanhas, mas por significados compartilhados.

Lorebuilding é o que transforma projetos em causas. Protocolos em culturas. Usuários em participantes ativos.

A boa notícia? Ainda dá tempo.

Quem entender isso, e começar a construir (ou reconstruir) suas histórias com propósito, pode atrair mais do que capital: pode atrair pertencimento.

O futuro do cripto não será apenas técnico, mas também uma mudança social, visto que o dinheiro é uma base completa de um sistema financeiro.

Conheça a Picnic: o cartão que transforma cripto em praticidade no dia a dia.

  • Sem spread;

  • Sem anuidade;

  • Até 5% de cashback semanal;

  • US$10 de bônus na sua primeira compra com o cartão*

Fácil, rápido e feito pra quem quer viver cripto.

👽 Gostou da nossa newsletter? 👽

Deixe a sua nota para sempre estarmos melhorando

Login or Subscribe to participate

Continue lendo