
Quando o mercado sente o cheiro de escassez, o preço reage…
Você se lembra da última vez que disputou o último pedaço de pizza com um amigo?

Calma, não estamos falando das pizzas de 10k de BTCs…
Imagine esse cenário com seu amigo... só que com bilhões de dólares em jogo…
É exatamente o que está se desenhando com o Ethereum.
Nos últimos dias, diversos sinais começaram a apontar para um possível “supply crunch”, uma situação em que a demanda supera a oferta disponível no mercado.
E diferente de um drama doméstico, isso aqui costuma resultar em alta de preços, não em briga.

Se a escassez se confirmar, pode ser a faísca que faltava para reacender o rally do ETH.
Vamos aos sinais. 👇🖖👇
Sinais de que os bastidores estão ficando sem ETH…
Estão prontos?
Quando o investidor institucional quer comprar bilhões em cripto sem causar alarde no mercado, ele não vai direto na Binance, na Coinbase ou uma outra corretora de forma comum.
Ele usa uma mesa OTC, o “mercado de balcão”, onde grandes ordens são fechadas fora das exchanges, evitando impacto direto no preço.
Mas o que acontece quando até esse canal privilegiado começa a secar?
Nos últimos dias, circularam alertas vindos de traders institucionais: as mesas OTC estão começando a enfrentar dificuldade para encontrar liquidez em Ethereum.
Um dos exemplos mais claros veio da Wintermute, uma das maiores market makers do mundo, que reportou baixo estoque de ETH para atender à demanda atual.

Esse tipo de sinal não aparece nos gráficos de preço, mas nos bastidores, é como ver os caminhões de água parando de abastecer uma cidade no verão.
Quando a liquidez some nas OTCs, a próxima parada é o mercado spot, ou seja, as grandes compras que antes eram feitas fora das corretoras começam a pressionar diretamente o preço do ETH nas plataformas públicas.
O resultado?
Pouca oferta, demanda crescente… e preços em alta sinais de BULL. 🐂🚀


Prêmio do Ethereum está crescendo na Coinbase 🪙
Quando o preço do Ethereum começa a subir mais rápido em uma corretora específica, vale prestar atenção.
É o que está acontecendo na Coinbase, uma das principais portas de entrada para investidores dos Estados Unidos, especialmente os institucionais.
Nas últimas semanas, o ETH passou a ser negociado com um prêmio na Coinbase, ou seja, mais caro do que em outras corretoras globais.
Esse tipo de desvio de preço costuma indicar uma coisa:
A demanda por ETH está superando a oferta disponível na plataforma. Hora de ficarmos de olhos abertos…
E quando isso acontece, o mercado precisa reajustar o preço pra cima pra conseguir atender os compradores mais apressados.
Afinal, o livro de ordens não se enche sozinho.
Esse tipo de movimento já foi visto antes em ciclos de forte valorização, quando o capital institucional entra em massa e espreme a liquidez do lado vendedor.
Ou seja: mais um indício de que a escassez pode estar mais próxima do que parece.

Empresas estão sugando o ETH do mercado
O movimento começou com um anúncio que quase passou despercebido: a SharpLink Gaming (SBET) comprou US$ 100 milhões em Ethereum para sua tesouraria.

No dia seguinte, revelou planos ainda mais agressivos, adquirir até US$ 5 bilhões adicionais em ETH.
E ela não está sozinha.
BitDigital comprou 20 mil ETH (cerca de US$ 72 milhões). A Bitmine pretende adquirir mais US$ 1 bilhão. E a BlackRock, além de já captar US$ 1 bilhão para seu ETF de Ethereum, estuda incorporar staking no produto, o que deve atrair ainda mais capital.
Na prática, essas empresas estão absorvendo quase toda a nova oferta de ETH que entra no mercado.

O apetite por risco está voltando
O movimento não está restrito ao universo cripto.
Tradicionalmente, quando investidores institucionais começam a assumir mais risco nos mercados tradicionais, isso se reflete também nas chamadas “risk-on assets” e as altcoins estão no topo dessa lista.
Apesar de ser um exemplo do mercado tradicional, a imagem serve bem pra gente também:

O gráfico da Barchart, amplamente compartilhado entre gestores, mostra que o volume de ativos considerados arriscados está subindo de forma consistente.
Isso inclui ações de tecnologia, ativos emergentes e, claro, criptomoedas fora do mainstream como Ethereum, Solana, Aave e derivados.
Quando o mercado tradicional começa a correr mais riscos, é um sinal indireto de que há espaço para valorização em criptos que ainda estão “descontadas”.
A pressão sobre a liquidez aumenta, a atenção do capital se expande e quem está posicionado antes tende a se beneficiar mais.

Estamos na beira de um novo aperto? O que isso pode significar para o mercado
Quando juntamos todas as peças, OTCs secando, prêmios se formando, empresas absorvendo ETH em larga escala e aumento do apetite por risco, o cenário aponta para algo que o mercado já viveu antes, que é uma escassez de oferta capaz de desencadear movimentos bruscos de preço.
A fórmula não é nova: baixa liquidez circulante + aumento de demanda = pressão de compra sem vendedores suficientes.
Esse descompasso costuma gerar não apenas valorização, mas também aceleração.
Quando o mercado percebe o que está acontecendo, o movimento já está em andamento, e correr atrás costuma custar caro.
Foi assim em supply crunch anteriores do Bitcoin, como no fim de 2020, quando grandes empresas começaram a alocar em BTC e o preço disparou de US$ 10 mil para quase US$ 60 mil em poucos meses.
Com o Ethereum, algo semelhante aconteceu em ciclos passados, especialmente em momentos onde staking, NFTs ou uso em DeFi criaram escassez de circulação.
Não é uma call de alta incondicional. Mas os sinais estão se alinhando e a história já mostrou o que acontece quando isso ocorre.

