Sabe aquela sensação de dejavu?

Quando você passa por alguma coisa e tem aquela sensação de que já viveu aquilo?

É mais ou menos o momento que estamos passando agora com relação ao Bitcoin e todo esse conflito que vem acontecendo.

Justamente porque em 2022 nós tivemos algo extremamente parecido com o que temos hoje no mercado…

Em 2022, o Bitcoin de novembro para janeiro perdeu a sua média de 50.

Em fevereiro e março, tivemos o ataque da Rússia à Ucrânia, o que fez o Bitcoin reagir negativamente.

E agora estamos passando por um cenário muito similar: Bitcoin perdendo a faixa de 50, conflito se escalando, incerteza no mercado.

Então, o quanto isso pode de fato impactar o Bitcoin? E como se

Entendendo o conflito atual:

Não é nenhuma novidade: tivemos um conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. E o que pode piorar daqui pra frente é a grande pergunta.

Mas olhando para os reflexos imediatos, o Bitcoin não reagiu de forma extremamente negativa.

Inclusive, lá na época da Rússia e Ucrânia, quando houve o ataque em fevereiro e março de 2022, as velas também não foram tão negativas assim no momento do anúncio.

O que importa é o que vem depois desse momento e é aí que precisamos prestar atenção.

O que realmente sentiu o impacto?

O petróleo e faz sentido…

Com um possível conflito escalando no Oriente Médio, o risco de oferta aumenta e a maior incerteza e medo do mercado é, mais uma vez, o Estreito de Ormuz.

E aqui entra o dejavu de novo, porque já falamos sobre isso em 2022. Esse estreito é extremamente importante: cerca de 20% do comércio global passa por ali.

Se por um acaso fosse fechado, o efeito seria em cadeia:

  • Preço do petróleo dispararia.

  • Inflação subiria.

  • Bancos centrais não poderiam se dar o luxo de baixar juros — teriam que voltar a aumentar para combater a inflação.

  • Cadeia de suprimentos e logística seriam prejudicadas numa escala global.

Isso impactaria a macroeconomia como um todo. E o que acontece na macroeconomia influencia diretamente ativos de risco. E o Bitcoin hoje é enquadrado dessa forma.

O ouro subiu justamente porque a galera está indo para safe assets, protegendo o capital. E o dólar enfraqueceu.

Mas em todos os conflitos que já vimos, pelo menos nos que acompanhamos, o estreito nunca foi de fato fechado. Esse é o grande medo. Se acontecer, sim, temos um problema sério. Se não acontecer, o cenário muda.

O que guerras fazem com o mercado?

E aqui está o ponto crucial. Quem sabe a cereja do bolo e a virada de chave.

Olhando sobre a perspectiva somente financeira: quando a gente fala de conflitos e guerras, o mercado cai no anúncio.

Mas a médio e longo prazo, a maior probabilidade é que ele volte a subir. E com força.

Por quê?

Em guerras, os governos precisam gastar mais.

Só que eles não têm dinheiro.

O que fazem?

Imprimem.

O gasto aumenta, a impressão monetária acelera e o dólar desvaloriza.

Moedas fiduciárias perdem valor.

Já falamos muito disso aqui, mas em guerras essa máquina é acelerada.

E isso fica claro quando olhamos para o mercado acionário nos últimos anos junto com os grandes conflitos:

  • Segunda Guerra Mundial (1939)

  • Guerra da Coreia

  • Guerra do Vietnã

  • Guerra do Golfo

  • Guerra do Iraque (2003)

Em todos esses casos, o mercado tem o seu período ruim no momento do conflito.

Mas quando ele é instaurado e divulgado, nos próximos 8 anos depois, os movimentos são positivos, como pode ver na imagem acima.

Tudo subindo depois.

O motivo?

Impressão monetária.

E o Bitcoin nesse cenário?

Quando temos essa desvalorização do dólar, é importante estar investido em ativos robustos.

Ouro é o clássico. Mas o Bitcoin tem o stock to flow, é mais escasso do que o ouro.

É um pouco mais especulativo por ter menos tempo de mercado, isso é fato. Mas a escassez está ali.

Então, olhando para esse cenário, o importante é ter:

  • Caixa — como sempre falamos na estrutura de carteira.

  • Posição em Bitcoin — mantendo a exposição ao ativo mais escasso.

  • O caixa trabalhando — rendendo em dólar em DeFi, entre 5% e 15% ao ano dependendo do nível de risco. O mais conservador paga cerca de 5 a 6% ao ano em dólar.

O que esperar daqui pra frente

Tem muita coisa para se desenrolar ainda. Se o estreito de Ormuz for de fato fechado, tende a piorar e impactar negativamente o preço do Bitcoin a curto prazo.

Mas a médio e longo prazo, tanto o mercado acionário quanto qualquer ativo tende a performar bem nesses cenários.

Mais conflito significa mais impressão monetária, que desvaloriza o dólar, e isso acaba gerando o efeito positivo nos ativos de risco.

Simples, feijão com arroz, sem desespero. Planejamento, estratégia, continuar rendendo e continuar de fato investindo em BTC.

Até a próxima análise, se quiser sugerir o próximo conteúdo, deixa nos comentários e irei avaliar a possibilidade, abraços! 🖖

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