Se você escutar só o lado bonito da história, o DREX é inovação, é o futuro, é o Brasil digitalizando o sistema financeiro.

Mas calma, como sempre dizemos por aqui: é importante separar o marketing da prática.

Essa “modernização” vem embalada com algo que pouca gente percebe de cara que é o poder sobre o dinheiro e a propriedade.

Imagine um sistema que:

  • Sabe exatamente quanto, onde, como e por que você está gastando seu dinheiro;

  • Pode programar validade pro seu saldo (“gasta logo ou perde!”);

  • Define quem pode enviar ou receber valores;

  • E que centraliza todos os seus bens tokenizados — casa, carro, ações, patrimônio.

Essa não é uma distopia futurista.

É a base técnica de um sistema como o DREX.

E, detalhe, como pode ver na imagem, antes era Central Bank Digital Currency (CDBC), mas já que não estava indo bem, tiveram que mudar para Distributed Ledger Technology. Isso é, querendo dizendo que antes era centralizado e agora tende a descentralização ao ser distribuído.

Mas isso é na teoria, no código não. Vamos entender melhor sobre o caso do sistema de CDBC.

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PIX foi só o começo

Todo mundo elogiou o PIX e com razão. Prático, rápido, sem taxas.

Mas o que ninguém questionou é que ele foi a primeira peça do quebra-cabeça. A infraestrutura por trás já dava sinais do que estava por vir, isso é, centralização total, rastreabilidade completa e eliminação do papel-moeda.

O PIX é eficiente, sim.

Mas ele também criou um hábito coletivo de transacionar tudo digitalmente, o tempo todo, direto no sistema bancário. Literalmente todo mundo aceita pix hoje em dia.

Até as pessoas de mais idade já adotaram como meio de recebimento, podem até não saber enviar, mas já aceitam…

Com o DREX, a lógica vai além, não só tudo será digital, mas também programável.

Em vez de você apenas transferir, agora o sistema pode decidir como, quando e se você pode gastar. Pode restringir usos, limitar horários, aplicar impostos instantâneos.

Tudo automático, tudo invisível, tudo “moderno”.

A pergunta que fica: se o PIX já nos acostumou com o rastreio, o DREX vai nos acostumar com o controle?

Tokenização: quando até sua casa vira linha de código

O DREX não é só uma "moeda digital". Ele é a base para transformar tudo que você possui em um token sob controle do Estado.

A lógica da tokenização parece moderna e eficiente, como é transformar imóveis, carros, ações, títulos públicos e até CDBs em representações digitais registradas na blockchain do Banco Central.

Mas observe o problema que quando tudo que você possui passa a depender de uma infraestrutura centralizada, você deixa de ser dono de verdade.

Seu carro? Precisa estar com IPVA em dia para circular. Seu imóvel? Pode ser bloqueado por um simples comando digital.

É aqui que a história de "blockchain" se transforma num controle financeiro. Cada ativo tokenizado passa a responder a regras programadas pelo sistema central.

E se o governo decidir mudar as regras no meio do jogo?

A promessa é segurança. Mas o risco é controle absoluto.

O Brasil nunca entendeu propriedade privada

Para entender por que o DREX é ainda mais perigoso no contexto brasileiro, é preciso olhar para trás.

Diferente de outros países, onde o direito à propriedade é algo que o Estado reconhece e protege, no Brasil é diferente… a propriedade é concedida pelo Estado.

Você "tem", desde que ele permita. Não é à toa que pagamos IPTU, IPVA, taxa sobre tudo, como se estivéssemos alugando nossas posses do próprio governo.

Agora junte essa cultura de tudo pertencer ao Estado com o DREX, você tem um sistema onde tudo que você tem está registrado e programável por um ente central. Dá pra imaginar o tamanho do risco?

É realmente muito controle.

Um sistema feito para controlar, não para libertar

O que torna o DREX tão preocupante não é só a tecnologia, mas o uso que pode ser feito dela.

No discurso oficial, ele é apenas uma evolução: mais agilidade, menos burocracia, inclusão digital.

Mas, na prática, o DREX é um sistema de vigilância total do dinheiro e, por consequência, da sua vida financeira.

Estamos falando de um modelo em que:

  • Todas as transações são rastreáveis;

  • Os contratos podem ser programados com regras pré-definidas (ou censuras);

  • O uso do seu dinheiro pode ter validade, destino e condições específicas;

  • Impostos podem ser cobrados automaticamente, sem chance de contestação;

  • E, no limite, um botão pode travar seu patrimônio inteiro.

E se tudo estiver tokenizado, sua casa, seu carro, seus investimentos, tudo passa a estar no mesmo sistema. Qualquer mudança de governo, abuso de poder ou crise institucional vira uma ameaça direta à sua liberdade econômica.

Se hoje um CPF pode ser bloqueado por uma decisão judicial, amanhã seu saldo digital pode simplesmente ser “pausado”.

E se acha impossível, já aconteceu antes…

Não é exagero, é potencial técnico real. E isso por si só já deveria acender o alerta vermelho.

No papel parece moderno, na prática, é perigoso.

A narrativa do DREX é sedutora, mas por trás do discurso bonito, o que se constrói é um sistema onde o dinheiro deixa de ser seu.

Ao integrar registros patrimoniais, contratos e identidade digital, o DREX vira um sistema de controle total, onde sua existência financeira está inteiramente sob vigilância.

O Brasil está construindo a infraestrutura perfeita para um controle e chamando isso de inovação.

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