
Assim como vimos o mundo pós internet, estamos caminhando para um mundo pós computação quântica, e, a Ethereum, Bitcoin e demais moedas também precisam estar preparados para esse novo modelo.
Vitalik tem isso pronto em seu roadmap para garantir o sucesso da Ethereum no longo prazo:

É um plano concreto para transformar a rede em uma infraestrutura que processa mais de 100 mil transações por segundo via Layer 2s, com nodes que rodam em um notebook comum.

Ethereum já passou pelo Merge em 2022, pelo Shanghai em 2023, pelo Dencun em 2024, pela Pectra em maio de 2025 e pela Fusaka em dezembro de 2025.
O que vem agora pode redefinir a forma como a rede funciona e quem pode participar dela, acompanhe!🖖👇
Ethereum já funciona, mas ainda falta desenvolvimento:
Ethereum funciona, e funciona bem, são bilhões em valor que circulam na rede, o DeFi é real e está funcional, com Ethereum concentrando cerca de 68% de todo o TVL de DeFi do mercado, algo em torno de ~US$ 55 bilhões só na mainnet.

Layer 2s como Arbitrum, Optimism e Base processam muito mais transações que a Ethereum, com custos até 100 vezes menores.
O problema nunca foi se o Ethereum funciona, e sim o fato de que ele funciona devagar e caro comparado ao que poderia ser, especialmente para o usuário comum.

Depois do Dencun (EIP-4844), os blobs trouxeram os custos em L2s para algo entre US$ 0,001 e US$ 0,05 por transação.
Com a Fusaka em dezembro de 2025, a capacidade de dados aumentou ainda mais via PeerDAS, reduzindo custos e preparando o terreno para milhares de transações por segundo.
Mas ainda existe espaço enorme para otimização, principalmente, na experiência do usuário, já que hoje é preciso saber qual L2 usar, fazer bridge, entender MetaMask e lidar com uma fragmentação que afasta adoção em massa.

Do Merge ao Splurge: as fases que vão redesenhar a rede

O roadmap do Ethereum é dividido em fases que se sobrepõem, cada uma com um objetivo específico:
The Merge (2022, concluído): Ethereum migrou para Proof of Stake, reduzindo em mais de 99% o consumo energético da rede. Não queimava mais eletricidade equivalente ao consumo de um país inteiro.
Shanghai (2023, concluído): ativou as retiradas de staking, desbloqueando bilhões que estavam travados desde 2020.
Dencun (2024, concluído): trouxe o proto-danksharding via EIP-4844 e blobs, que derrubou o custo das L2s em até 100x.
Pectra (maio de 2025, concluído): primeira grande atualização depois do Dencun, com 11 EIPs focados em staking (limite de validador subiu de 32 para 2048 ETH), abstração de conta via EIP-7702, e aumento de blobs de 3 para 6 por bloco.
Fusaka (dezembro de 2025, concluído): segunda grande atualização de 2025, com o PeerDAS como destaque. Permite que nodes validem dados de blobs por amostragem, sem precisar armazenar tudo. O resultado é mais capacidade de dados e custos ainda menores em L2s. Aumentou o gas limit por bloco de 45 para 60 milhões.
Glamsterdam (previsto para 2026): próxima grande atualização, focada em execução paralela de transações, abstração de conta nativa e Proposer/Builder Separation (PBS). Se entregue, traz um salto grande de performance na mainnet.
The Verge (2026-2027): implementação das Verkle trees, que comprimem o histórico da rede. O impacto prático é que um laptop comum poderá rodar um node completo sem precisar armazenar toda a história da blockchain.
The Purge (2027-2028): limpeza do estado histórico, descartando dados antigos sem comprometer a segurança da rede.
The Splurge (2028-2029): otimizações finais e melhorias que não se encaixam nas outras fases.
Ethereum L1 funciona como um livro contábil seguro e imutável, as L2s processam a quantidade de transações necessária para o mundo real, e qualquer pessoa consegue rodar um node em casa.
O usuário final experimenta transações em centavos, com confirmação em segundos, sem precisar entender o que está acontecendo por trás.

Por que essas mudanças mudam o jogo para quem usa Ethereum
O impacto prático das mudanças é significativo em quatro frentes:
Custo: transações que custavam entre US$ 5 e US$ 50 na mainnet agora custam centavos ou frações de centavo nas L2s. Isso abre espaço para casos de uso que antes eram economicamente inviáveis, como pagamentos recorrentes em streaming onchain.
Velocidade: de 30 a 60 segundos para confirmação final, para 1 a 2 segundos nas L2s, mantendo a segurança herdada da L1.
Experiência: a visão para 2029 é que o usuário simplesmente clique em "executar" e o sistema direcione a transação para a L2 mais barata no momento, sem que a pessoa precise entender a complexidade por trás. Algo parecido com o que acontece quando alguém usa um cartão Visa sem saber quais redes bancárias estão processando a transação.
Resistência à censura: se qualquer pessoa consegue rodar um node em um laptop, não existe ponto central de falha. Nenhum governo, empresa ou grupo consegue desligar a Ethereum, porque ela vive distribuída em milhares de máquinas pelo mundo.

A concorrência corre rápido, mas os números ainda favorecem Ethereum
A comparação com outras blockchains é inevitável, e os números contam uma história interessante.
A Solana já processa em torno de 65 mil TPS, mas tem TVL de DeFi em torno de ~US$ 6 bilhões contra os ~US$ 55 bilhões da Ethereum (e mais US$ 40 bilhões em valor total securitizado quando somadas as L2s).

Em número de projetos e desenvolvedores ativos, a diferença também é grande. O network effect continua favorecendo Ethereum.
Chains como Sui, Aptos e Movement são rápidas, mas têm pouca liquidez.
E, velocidade sem liquidez não resolve o problema fundamental do DeFi, que é justamente ter capital disponível para operações de larga escala.
No lado institucional, a disputa também é clara: JPMorgan, Goldman Sachs, BlackRock e Franklin Templeton constroem em chains privadas ou diretamente em Ethereum.

Nenhuma dessas instituições escolheu Solana como base, porque a rede já enfrentou quedas completas, algo inaceitável para quem precisa de infraestrutura financeira confiável. Ethereum pode ser mais lenta, mas é robusta, e TradFi escolhe robustez.
Mais de 35 milhões de ETH estão em staking, protegendo mais de US$ 105 bilhões em valor econômico.

Essa é uma camada de segurança que nenhuma outra rede consegue oferecer hoje.
Ethereum em 2029 provavelmente não será a rede mais rápida do mercado, mas tudo tem indicado que será a mais líquida, a mais segura e a mais descentralizada.

Em criptografia e finanças descentralizadas, essas três características historicamente vencem.

Fundamento se aprende antes do próximo ciclo, não durante
Enquanto a maioria olha só o preço, quem entende o que está sendo construído por baixo consegue se posicionar antes. Airdrops, stablecoins, L2s, staking, pools de liquidez, tudo isso está acontecendo agora, e quem domina esses fundamentos toma decisões melhores.
É exatamente isso que os Defizeros aprendem na comunidade do Defiverso: análise de fundamentos, estratégias de yield em DeFi, gestão de carteira e um método validado em cinco anos de mercado cripto.
As vagas da 17ª turma estão abertas.
Se você quer navegar esse mercado com estratégia e fundamento, considere entrar para o defiverso:
Até a próxima análise, tamo junto! 🖖
