
A Hyperliquid surgiu primeiro como mais uma plataforma de trading…
Depois, como “a DEX que mais cresce”.
E agora?
Já tem gente tratando como se fosse a nova maior corretora do mundo, só que descentralizada.
Confesso que isso traz curiosidade… Concorda?
O token $HYPE segurou firme num momento em que tudo estava passando por correção, o volume da plataforma disparou, e de repente parecia que todo mundo estava testando, farmando, rodando estratégia por lá.
Só que aí vem a pergunta: o que tem de tão especial assim?
Vamos entender este projeto mais a fundo e ver se faz sentido ou não. 🖖👇
O que é a Hyperliquid, afinal?
A Hyperliquid é uma plataforma de trading on-chain que roda numa blockchain própria, rápida, enxuta e feita sob medida pra operar derivativos.
Ela nasceu com uma proposta simples, mas ousada: oferecer a experiência de uma CEX (como uma corretora), só que totalmente descentralizada.
Sem contar que caiu menos do que os maiores ativos do mercado cripto no último ano:

Sem KYC, sem precisar confiar seus fundos a terceiros, e sem ficar refém de bridges lentas ou blockchains genéricas.
Mas o que isso significa na prática?
Significa que você pode operar com ordens limitadas, execução instantânea, liquidez real e taxas competitivas.
Tudo isso com a segurança de uma DEX.
E melhor: sem pagar gas fee pra colocar ou cancelar ordem.
O público-alvo é claro: traders profissionais, gente que faz volume, roda estratégia de alta frequência e precisa de uma plataforma que aguente o tranco.
E esse foco se reflete em tudo: no design, na performance, nos produtos e até na forma como o protocolo distribui os incentivos.
Dá pra dizer que a Hyperliquid não quer ser “a DEX pra todo mundo”.
Ela quer ser a DEX de quem leva trading a sério.
Mas será que isso se sustenta no longo prazo?

DEX com cara de CEX: quem tá por trás dessa ideia?
A história da Hyperliquid começa com dois nomes que pouca gente conhece fora do meio mais técnico: Jeff Yan e Iliensinc.
Os dois se formaram em Harvard e já vinham do mercado tradicional — mas não do tipo corporativo.
Eles trabalhavam com high-frequency trading, ou seja, aquelas operações ultra rápidas feitas por algoritmos que movimentam bilhões em milissegundos.
Jeff, por exemplo, passou pela Hudson River Trading (uma das maiores firmas quant do mundo) e também teve uma passagem pelo Google.
Depois disso, fundou uma empresa chamada Chameleon Trading, focada em automatizar estratégias no mercado cripto.
Em pouco tempo, eles viraram um dos maiores market makers do setor.
Foi ali que ele e Iliensinc (seu ex-colega de faculdade e parceiro de time) viveram de perto a queda da FTX — e começaram a pensar em como resolver os problemas que vinham se repetindo nas grandes exchanges.
A conclusão foi simples: não dá pra depender de plataformas centralizadas pra rodar um mercado que se diz descentralizado.

Nascia ali a ideia da Hyperliquid: uma exchange com performance de CEX, mas construída totalmente on-chain, com tecnologia própria e sem as amarras das soluções tradicionais.
Eles sabiam o que estavam fazendo — e mais importante: sabiam exatamente pra quem estavam construindo.

Mas o que essa plataforma tem de tão especial?
Toda DEX nova chega com promessas…
E, vamos combinar, nem tudo que é dito é o que acontece na prática.

“Mais rápida, mais segura, mais barata... a gente já viu esse filme várias vezes.”
A diferença é que a Hyperliquid não ficou só no discurso.
Ela entregou — e rápida até.
Atualmente em top 1 de volume:

A plataforma roda numa blockchain própria, feita sob medida.
Nada de EVM genérica, mas ainda precisa evoluir.
Isso permite que ela funcione com finalização quase instantânea (0.07s por bloco) e suporte um volume de ordens altíssimo, sem travar.

É o que permite ter um livro de ordens real, como numa corretora centralizada.
Você só paga uma taxa de rede mínima pra saques e liquidações.
Isso muda muito a dinâmica pra quem opera com frequência. (ÓTIMA PRA TRADES).
Outro ponto que chama atenção é a estrutura de taxas:
Taker paga 0.035%, abaixo de muitas CEXs.
Maker pode até receber: rebates de até -0.003% se você prover liquidez.
E pra quem movimenta muito volume, os descontos aumentam automaticamente.
Além disso, tem um sistema de Vaults, onde você pode depositar USDC e virar, basicamente, o “banco da plataforma”.
A Hyperliquid opera com esse capital e divide os lucros de taxas, funding e liquidações com quem fornece liquidez.
A APY gira entre 10% e 20%, e o risco é bem mais controlado do que parece à primeira vista.
Também dá pra copiar estratégias de traders mais experientes através de Vaults individuais — e quem cria um vault ganha 10% do lucro que gerar pros outros.
É um modelo que parece estar agradando, principalmente quem cansou de DEX travada, sem liquidez, ou com UX sofrível.


Quão grande é o mercado que a Hyperliquid tá tentando conquistar?
Pra entender o que a Hyperliquid realmente quer ser, vale olhar pro tamanho do mercado em que ela tá entrando.
E aqui tudo escala rápido.
A gente tá falando do mercado de derivativos — que já é gigantesco na economia tradicional.
A estimativa é que o valor global ultrapasse os 1 QUATRILHÃO de dólares….
É muito dinheiro. Sim, com “q”. Estilo tio patinhas jkkkkk.

Mas vamos trazer isso pro mundo cripto.
Hoje, cerca de 70% de todo o volume de negociação em cripto já vem de derivativos, não de compras e vendas normais (spot). E quase tudo isso acontece dentro de CEXs como Binance, OKX e Bybit. Só a Binance, por exemplo, movimenta mais de 2 trilhões de dólares por mês em contratos perpétuos.
Enquanto isso, a Hyperliquid roda com cerca de 150 bilhões por mês — ou seja, menos de 5% de market share nesse universo.
Mas olha o detalhe: ela já domina o mercado de DEXs perpétuas, com mais de 60% da fatia. E isso aconteceu em pouco tempo.
Ou seja: o que a Hyperliquid mira não é só competir com outras DEXs. Ela quer tirar espaço das CEXs. Aquelas que ainda concentram praticamente todo o fluxo.
E se conseguir isso — mesmo que um pedaço pequeno — a mudança de patamar é real.
Ainda mais com os planos de expandir o leque de produtos: spot trading, tokenização de ativos reais (RWAs), ações tokenizadas... e tudo isso rodando no mesmo sistema que hoje já tá testado e funcionando.
Se vai chegar lá? Ninguém sabe. Mas que a ambição é grande, é.

Nem tudo são flores: quais os riscos?
Apesar de todo o crescimento e hype em volta da Hyperliquid, tem algumas questões no radar que merecem atenção, principalmente, se você pensa no projeto a longo prazo.
o primeiro ponto — que, de certo modo, é tanto positivo quanto negativo é que a Hyperliquid não tem base nos EUA, não faz KYC, não vive em evento de político… e isso pode ser uma vantagem técnica, mas também é sim um risco.
Enquanto outros projetos estão tentando se aproximar de Washington, a Hyperliquid segue na dela, o que pode deixar o projeto mais exposto a pressões futuras, especialmente em mercados como o americano.
Outro ponto sensível é o ecossistema de apps na rede.
Gas limit baixo, lentidão ocasional, falta de stablecoin nativa... tudo isso dificulta a vida de quem quer construir ali.
A equipe tá trabalhando nisso, inclusive com feedback direto de devs, mas é um gargalo real. E que não podemos ignorar.
Não existe projeto perfeito, mas se estiver caminhando, está ótimo.
Se os dApps não vingarem, ou não conseguirem entregar algo novo (além do que já existe em outras L2s), o risco de perder relevância aumenta.
Tem também o ponto da rede de validadores, que ainda é meio opaca.
A Hyperliquid pretende caminhar pra um modelo mais descentralizado, mas por enquanto, quem roda os validadores (e como) ainda não é totalmente transparente.
E isso, num protocolo que tem como foco a descentralização, pode virar problema.
Por fim, vale lembrar que crescimento rápido não garante sustentação.
Muita gente no ecossistema tá ali por farming, por incentivo, por hype.
E a dúvida sempre fica: quantos vão continuar quando o jogo virar?

E o $HYPE no meio disso tudo? Hype mesmo ou tem fundamento?
O token $HYPE é um dos motivos que mais chamam atenção nesse projeto.
Ele não surgiu com promessas de “número vai subir” simplesmente porque sim, o que sustenta o valor dele é o que está acontecendo na prática: volume alto + estrutura de receita bem pensada + mecanismo de compra constante no mercado.

Vamos explicar:
A Hyperliquid tem um sistema chamado Assistance Fund, que basicamente funciona assim: as taxas geradas nas operações da plataforma vão sendo acumuladas nesse fundo, que depois compra tokens $HYPE no mercado aberto.
Ou seja, quanto mais volume a plataforma movimenta, mais grana entra no fundo, e mais pressão de compra o token recebe.
É quase como se o protocolo estivesse recomprando ações, só que num modelo DeFi. E esses tokens comprados não voltam pro mercado — o que, na prática, tem o efeito de uma queima indireta.
Além disso, o token também é usado pra pagar taxas em algumas operações, e isso gera uma queima adicional.
Em 2025, por exemplo, a projeção é que mais de 46 milhões de $HYPE sejam removidos da circulação, somando os efeitos de buybacks e burn de transações.

Só que o mais interessante é o seguinte: mesmo com esse modelo deflacionário, a Hyperliquid ainda tem que lidar com destravamento de tokens do time, fundação e incentivos futuros.
E é aí que entra o ponto importante:
Esse sistema de buyback constante ajuda a absorver parte da pressão vendedora dos unlocks.

Não resolve tudo, mas alivia. E pode funcionar especialmente bem se o volume continuar alto — o que, por enquanto, vem acontecendo.
O protocolo tem três grandes fontes de receita:
Taxas de trading (o principal)
Taxas da EVM
Leilões de tickers (projetos pagam pra listar seus ativos)
Em 2025, só com essas três frentes, a estimativa é de mais de 700 milhões de dólares em receita, quase tudo direcionado pro Assistance Fund. Ou seja, buyback na veia.
Ah, e se o token continuar sendo aceito como colateral, junto com USDC e futuramente BTC, isso também tende a diminuir a pressão de venda dos usuários, porque menos gente vai precisar liquidar pra cobrir margem.

E no longo prazo, vale prestar atenção?
A Hyperliquid cresceu rápido, entregou um produto que funciona e conquistou espaço onde outras DEXs ainda engasgam.
Mas crescer é fácil quando o mercado tá curioso.
Sustentar isso é outra história.
O modelo do projeto faz sentido, no sentido de boa experiência, taxas baixas, liquidez real e um token que captura parte do valor gerado.
E o ecossistema vem expandindo, com spot trading, vaults, leilões e mais.
Mas ainda tem muita coisa em aberto:
A EVM da rede ainda tá crua;
A descentralização dos validadores não é tão clara;
E os unlocks futuros vão testar a força real do token $HYPE.
Se continuar entregando e atraindo liquidez, pode se tornar uma peça importante do DeFi.
Se não, vira só mais um projeto que cresceu no ciclo, e parou por aí.
Se vai acontecer?
Ainda é cedo pra cravar.
Mas não dá pra ignorar, o projeto é grande.

