
Não, não é esse Sonic...

Mas a promessa é parecida kkkkkkk
É ser absurdamente rápido.
A nova blockchain Sonic diz alcançar 10.000 transações por segundo, com finalização em menos de 1 segundo.
Tudo isso com compatibilidade EVM, incentivos para desenvolvedores e uma estrutura de dados que lembra projetos modernos como Sui e Kaspa.
Mas calma aí, esse nome não surgiu do nada.
Na verdade, a Sonic é a evolução da antiga Fantom.
Agora, em 2025, a rede volta com cara nova, mecânicas renovadas e um rebranding ambicioso.

E a pergunta que fica é:
Será que dessa vez vai?
Neste texto, vamos destrinchar tudo e entender se agora vale a pena ou não…
🖖👇
Afinal, O Que É Sonic (S)?
A Sonic é a nova fase da antiga Fantom Opera, uma blockchain que se reposiciona como uma rede EVM L1 otimizada para velocidade, usabilidade e incentivos.
Ela mantém compatibilidade total com Ethereum, mas promete ir além: atrair desenvolvedores com incentivos financeiros, escalar aplicações DeFi com alto throughput e tornar a experiência rápida e barata para usuários finais.
O token S é o ativo nativo da rede, utilizado para taxas, staking, governança e operação de validadores.
Ele substitui o antigo FTM na proporção 1:1, como parte da transição da Opera para a Sonic.
Em vez de tentar reinventar o jogo, a Sonic colocou as fichas em entregar o que todo mundo quer: desempenho, compatibilidade e incentivo.

Como Funciona?
O mecanismo de consenso vem da antiga rede Opera: é o Lachesis, que permite que validadores criem e compartilhem blocos (chamados de “eventos”) entre si.

Quando a maioria concorda com eles, viram “blocos raiz” e entram na cadeia principal.
Além disso, a Sonic também melhorou o sistema de armazenamento. Dividiu ele em duas partes:
LiveDB: guarda só o estado atual.
ArchiveDB: armazena todo o histórico.
E é bem diferente das blockchains tradicionais…

Isso economiza até 90% de recursos nos nós validadores, o que ajuda a rede a ser mais descentralizada.

E, a Sonic Gateway é a bridge nativa entre Ethereum e Sonic.
Ela opera em ciclos (os “heartbeats”), mas usuários que quiserem mais agilidade podem pagar uma taxa e acelerar a transação.

O Token S: para que serve e como funciona na prática?
O token S é o motor por trás da rede Sonic.
Ele é usado para pagar taxas de transação, fazer staking, rodar nós validadores e participar das votações de governança do protocolo.
Em outras palavras, é o ativo que movimenta toda a estrutura da blockchain.
Quem quiser travar seus tokens S pode fazer isso no portal MySonic e fazer o seu staking.
O detalhe aqui é que o desbloqueio tem um período de espera de 24 dias, e você precisa escolher bem o validador com quem vai delegar seus tokens.
Porque se ele for penalizado, você também pode perder parte dos seus fundos, como acontece em outras redes PoS…
E convenhamos, seria uma situação bem complicada.
Outro ponto relevante é o papel do token na governança.
Os holders podem votar em propostas para definir mudanças no protocolo, tal como, funciona na Ethereum.
A utilidade está clara, mas o verdadeiro impacto do token no longo prazo vai depender da adoção real da rede…
Que ainda precisa muito se provar ao longo do tempo, ainda mais que meio que já “falhou” uma vez.

Sem contar que desde o rebranding o token só vem caindo….
Ainda que tenha fundamentos, tá bem complicado o seu desenvolvimento.

Tokenomics da Sonic: Bem Planejada… Ou Só Bem Apresentada?
A primeira vista, a distribuição do token S parece completo.
Tem limite inicial, recompensas sem inflação imediata, queima de tokens no airdrop e incentivos para devs.
Mas quando a gente olha mais de perto, percebe que o modelo tem mais firulas do que garantias reais de sustentabilidade.
E, assim, o projeto não é ruim, mas tem pontos de atenção.
Airdrop com “queima inteligente” ou apenas marketing?
O tal “airdrop deflacionário” soa bonito: o usuário recebe 25% na hora e os outros 75% ficam travados em um NFT de vesting de 9 meses.
Se ele quiser sair antes, perde parte e esses tokens são queimados.

Na teoria, isso pressiona o supply e premia quem tem mais paciência.
Mas, na prática, essa mecânica serve mais como lock disfarçado de inovação. Ela força o usuário a segurar tokens, e a “queima” acontece só se ele desistir.

Não é deflação de verdade, é só um jeito de travar liquidez no curto prazo.
Emissão futura: limitada, mas não tanto assim
Outra promessa: emissão de 1,5% ao ano por 6 anos para impulsionar adoção, time e marketing.

Parece pouco?
Sim. Mas não esquece que estamos falando de um mercado onde qualquer emissão extra vira munição para queda de preço.
E o argumento de que “tokens não usados serão queimados” soa mais como cláusula de segurança pra apresentação de pitch deck do que uma garantia prática.
Vamos ser realistas?
A Sonic tem sim um tokenomics mais sofisticado que a média, com boas ideias no papel.
Mas no fim das contas, ainda depende de um fator que nenhuma planilha consegue simular: adoção real e constante.
Sem isso, toda a estrutura vira só uma narrativa bonita…

Incentivos Para Devs: Bons No Papel, Mas Têm Um Porém
A Sonic criou o programa FeeM como forma de atrair desenvolvedores, 90% das taxas geradas dentro do protocolo vão direto pros devs (desde que eles se inscrevam no programa).
A ideia é interessante.
Parece justo, né? Mas… Parece ter quase uma pegadinha, digamos.
Só participam do FeeM os projetos aprovados.
Ou seja, não é automático e nem descentralizado.
E o que não for aprovado entra na regra padrão: 50% das taxas são queimadas e o restante vai pros validadores e pro cofre do ecossistema.
Na prática, isso pode criar dois grupos de projetos: os “apadrinhados” que têm acesso à maior parte da receita, e os “fora do sistema”, que viram só combustível pro token.
Isso abre espaço pra favoritismos ou decisões políticas internas, o que pode afastar bons devs independentes que não querem lidar com burocracia.
Além disso, 90% das taxas só faz sentido se houver tráfego e usuários reais. Sem isso, o incentivo vira só um número bonito num slide.

Narrativa da Sonic: Rápida, Moderna… E Um Pouco Reciclada?
A Sonic se vende como uma rede de altíssima performance, como até brincamos com o personagem “sonic” no incício, sendo focada em DeFi, com 10 mil TPS, finalização em menos de um segundo e compatibilidade total com Ethereum.
Parece o pitch perfeito pra atrair liquidez, devs e projetos… mas essa história te soa familiar?
Pois é.
De volta ao hype do "Ethereum killer"
A gente já viu isso antes:
Fantom Avalanche, Near, Harmony… todas com promessas parecidas, mais rápidas, mais baratas, mais eficientes.
A diferença agora é o rebranding e a tentativa de corrigir erros do passado. O que não é um erro.
Sonic pega a casca da antiga Opera/Fantom, atualiza o nome, melhora a arquitetura, adiciona ponte nativa, atualiza o sistema de armazenamento, e pronto: uma nova narrativa pra um ciclo novo.
Só que, sejamos francos: boa parte dessa narrativa é reciclada.
Velocidade? Quase toda L1 hoje promete isso.
Compatibilidade com Ethereum? Básico.
Incentivos? Esperado.
O que falta é diferenciação real — e adoção.
E, se olharmos as narrativas, elas estão um tanto complicada:

O “ar” de novidade pode não durar
Enquanto redes como Solana estão apostando em experiências únicas (DePIN, games, apps sociais), a Sonic ainda se apresenta como uma rede generalista de DeFi com performance.
Nada de errado nisso, mas já não é algo novo.
Se ela não conseguir criar um diferencial mais claro, além de “velocidade” e “token novo”, o projeto corre o risco de ficar na sombra das gigantes ou virar mais uma L1 esquecida na gaveta do ciclo anterior.

Vale a Pena Ficar De Olho Na Sonic?
A Sonic tenta voltar como uma versão otimizada da antiga Fantom, quase que uma fenix e faz isso com velocidade, incentivos e promessas de inovação.
Mas será que isso é suficiente?
Do lado positivo, é inegável que o time fez um bom trabalho em reformular a rede.
A nova arquitetura baseada em DAG é promissora, as taxas continuam baixas, o desempenho técnico impressiona e o programa de incentivos parece atrativo tanto para usuários quanto desenvolvedores.
Assim, ela é melhor do que muitos ativos que já analisamos, mas no geral, ela não tem sido promissora e bem complexo o momento que surge e também a sua proposta não trazer muitas novidades reais.
Então, sendo sincero, não vale muito a pena ficar acompanhando esse token, ainda que no curto prazo ele possa ter um impacto, no geral não vale muito a pena.
Até pode ser bom, mas tem riscos, então, tenha cuidado.

