
A Uniswap é mais que uma DEX, é a base de todo o ecossistema DeFi moderno.
Foi ela que transformou o conceito de liquidez com o modelo de Automated Market Maker, trocando o antigo livro de ordens por pools abertos, onde qualquer pessoa pode atuar como market maker e ganhar comissões.
Mas o cenário em volta dela mudou.
Ela ainda é dominante em volume, inovação e reputação.
Só que o investidor quer saber se essa dominância se traduz em resultado.
E é aí que começa a discussão: a UNI ainda é só um token de governança envelhecendo ou ainda tem muito espaço?
Vem entender a análise comigo!👇👽
Mas afinal, o que é a Uniswap?
É uma infraestrutura de liquidez descentralizada que permite trocar tokens diretamente entre carteiras, sem precisar de corretoras.

O que ela faz, basicamente, é conectar quem quer negociar com quem fornece liquidez, e de modo tudo automatizado por contratos inteligentes.
O preço dos tokens é calculado por uma fórmula simples de mercado (xy=k*), que ajusta automaticamente conforme as negociações acontecem.
Em vez de depender de um livro de ordens como nas exchanges tradicionais, a liquidez vem de pools formados por usuários que depositam seus ativos e recebem taxas pelas transações.

Por trás, o conceito é simples: qualquer pessoa pode ser o “mercado”.
Isso foi o que transformou a Uniswap em uma das fundações do DeFi e um padrão copiado por praticamente todo o setor.

Evolução da Uniswap: da V1 ao UniswapX
A Uniswap começou simples, e foi justamente isso que mudou tudo.

Na V1 (2018), o protocolo introduziu o modelo AMM e os primeiros pools de liquidez ETH + token. Era experimental, limitado, mas abriu o caminho para o DeFi como conhecemos.
Com a V2 (2020), veio o salto real. Agora era possível criar pools entre quaisquer dois tokens ERC-20, além de permitir oráculos de preço mais precisos. Foi o momento em que a Uniswap se consolidou como o principal DEX do mercado.
A V3 (2021) trouxe eficiência e complexidade. Os provedores de liquidez passaram a definir faixas de preço específicas (liquidez concentrada), o que aumentou os rendimentos, mas também elevou a dificuldade de uso.
Agora, a V4 e o novo UniswapX apontam para outro passo, um modelo mais modular, onde cada pool pode ter regras próprias (como taxas dinâmicas, hooks e plugins personalizados).
A UniswapX ainda vai além, permitindo swaps agregados de várias fontes de liquidez (inclusive CEXs) e transações sem gás, com taxas pagas em qualquer token.

Tokenomics e Governança da UNI
Na prática, a UNI, é o coração da governança on-chain, usado para votar em propostas que definem o futuro do protocolo de upgrades técnicos a decisões sobre tesouraria e taxas.
O supply total é de 1 bilhão de UNI, distribuído entre comunidade (60%), equipe e investidores (40%), com desbloqueios graduais até 2028.

Grande parte da oferta inicial foi entregue via airdrop histórico, um marco que reforçou o discurso de descentralização e legitimidade do projeto.
Diferente de outras DEXs que redistribuem parte das taxas aos holders, a Uniswap ainda não implementou esse modelo, e isso pesa no preço.
A UNI tem força política, mas pouca utilidade econômica, o que limita sua valorização enquanto o protocolo fatura bilhões sem repassar retorno aos detentores.

Há discussões sobre mudar isso com fee switches e novas propostas de revenue share, mas o impasse regulatório e o foco da equipe em expansão técnica acabam adiando essa virada.

Volume, Liquidez e Dados On-chain
Mesmo com o aumento de novas DEXs e forks tentando capturar parte do mercado, a Uniswap continua sendo um dos centros da liquidez no DeFi.

Em 2025, o protocolo ultrapassou a marca de US$ 3 trilhões em volume acumulado, um marco histórico que reforça sua posição como o maior player do setor.
No curto prazo, o ritmo segue intenso, entre US$ 2 e 3,5 bilhões negociados por dia, o que mantém a Uniswap com cerca de 23% do market share DEX global.

Essa dominância, no entanto, está mais distribuída entre versões.
V3 ainda é o motor principal, com +US$ 1,9 bi/dia em volume e ~US$ 2 mi em taxas diárias, números que mostram força mesmo após dois anos de mercado.
V4 começa a ganhar tração: já ultrapassou US$ 1 bi em TVL e acumula mais de US$ 110 bi em volume desde o lançamento.
Um dado interessante é a distribuição da liquidez entre redes.
A Ethereum ainda concentra a base institucional e os volumes maiores, mas a Unichain (rollup oficial da Uniswap) já responde por mais de 75% do volume da V4, ultrapassando a própria “rede-mãe” em atividade diária.

Tokenomics e Captura de Valor
Desde o lançamento, a UNI funciona mais como um token de governança do que como um ativo que reflete o sucesso financeiro do protocolo.
O modelo atual concentra o valor nas LPs (liquidity providers), que recebem as taxas de 0,01% a 1% por operação, enquanto o token em si não tem participação no fluxo de caixa.
Essa limitação foi uma decisão regulatória e estratégica de evitar enquadramentos como valor mobiliário nos EUA.
Mas o custo é claro o UNI virou um ativo estagnado, dependente de ciclos de hype e não da performance real do protocolo.
Hoje, os números mostram o abismo entre operação e token:
TVL total (v3 + v4): +US$ 6 bilhões;
Taxas anuais estimadas: mais de US$ 500 milhões;
Retorno efetivo para holders de UNI: zero.

O lado positivo é que o potencial ainda está totalmente em aberto.
Se a Uniswap decidir ativar o fee switch em escala,e fizer isso de forma compatível com a regulação, o UNI pode finalmente deixar de ser só um símbolo e se tornar uma ação de fluxo de caixa do DeFi.
Mas por enquanto, o token continua preso num paradoxo: carrega o nome mais forte do setor, mas não participa dos lucros do império que ajudou a construir.

Perspectivas de Mercado e Narrativa do UNI
O token UNI ainda é tratado como uma bluechip do DeFi, mas o mercado já não o enxerga com o mesmo brilho de 2021.
Hoje, ele vive uma espécie de “limbo”, grande demais para ser ignorado, mas sem um motor claro de valorização.
Mesmo com a Uniswap mantendo liderança em volume e liquidez, o UNI deixou de acompanhar o crescimento do protocolo.
Enquanto o ecossistema move bilhões todos os meses, o token continua lateral, reflexo direto da falta de captura de valor real, então o cargo chefe é pools de liquidez, e não o token em si.
Há alguns caminhos possíveis à frente:
Cenário neutro: o UNI segue sendo usado para governança, o protocolo cresce, mas o token continua sem tese econômica forte.
Cenário otimista: se o fee switch for ativado de forma segura, o UNI pode se tornar um ativo de rendimento, mas o mercado já precifica parcialmente essa hipótese.
Cenário pessimista: sem avanços concretos na captura de valor e com o DeFi fragmentado entre novas redes e modelos, o UNI tende a virar apenas um “peso pesado histórico”, preservando relevância técnica, mas perdendo tração como investimento.
Mas sabe a verdade?
O token é o menor dos pontos, o maior é justamente gerar liquidez com a rede. Mas pra isso, a demanda importa muito, então, o desenvolvimento se faz necessário.

O padrão pode envelhecer rápido
A Uniswap ainda é o rosto mais reconhecível do DeFi, mas o tempo cobra seu preço.
O protocolo continua sólido, porém a concorrência evolui mais rápido.
DEXs novas testam modelos de intent-based trading, aggregators otimizam preços e o fluxo de traders começa a migrar para interfaces mais simples e baratas.
A dominância da Uniswap pode não cair da noite pro dia, mas a era do monopólio já passou.
Além disso, a tokenomics do UNI segue como o ponto mais fraco da equação.
Sem fee switch ativo, o token não captura valor direto e, mesmo que ative, o impacto é limitado frente ao tamanho da oferta e à distribuição concentrada.
No fim, o investidor precisa decidir se está comprando um símbolo de inovação passada ou um ativo com potencial de reinvenção real.
O lado positivo é que a Uniswap ainda dita padrões técnicos, especialmente com a v4.
Mas se o DeFi continuar se fragmentando entre redes e nichos, a relevância do protocolo pode se diluir, mesmo mantendo um código impecável.
A conclusão é simples, mas incômoda:
A Uniswap não está morrendo, mas envelhecendo.
Essa é apenas uma parte da nossa análise completa do Defiverso, onde destrinchamos o projeto em quase duas horas de estudo técnico, on-chain e macro.
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