
Aster deixou de ser “a moedinha do airdrop” e se tornou protagonista no mercado de perpétuos em 2025.

Em pouco tempo, quem interagiu cedo viu um salto de mais de 1.000%, transformando a narrativa em uma das mais quentes do ano.

O projeto ganhou fôlego extra depois que CZ, fundador da Binance, citou publicamente a DEX, isso trouxe visibilidade, mas não explica sozinho a força da Aster.

O que realmente está por trás do movimento é a mudança estrutural do DeFi, os perpétuos migrando das exchanges centralizadas para protocolos on-chain, com liquidez real e taxas competitivas.
Nesse cenário, a Aster surge como candidata a rivalizar diretamente com a Hyperliquid.
De um lado, a novidade que cresce a passos largos, do outro, a veterana que ainda concentra o maior open interest e efeito de rede.
A pergunta que fica é simples, estamos diante de um “flippening” no setor de perpétuos, ou só de mais um rali de hype que vai perder força no próximo ciclo?
O que é a Aster e como funciona?
Pense na Aster como uma corretora de futuros, mas construída no DeFi, ela permite que qualquer trader abra posições alavancadas, apostando na alta ou na queda de um token, sem precisar de intermediários.

Funciona assim: você deposita colateral, escolhe o par, define se vai “longar” ou “shortar” e paga (ou recebe) a famosa funding rate para manter sua posição aberta.
Esse modelo já existe há anos em exchanges centralizadas, mas o diferencial da Aster é trazer essa experiência para dentro de uma DEX, com interface rápida, taxas baixas e volumes que já chamam atenção.
Além dos perpétuos, a Aster oferece negociação spot em alguns pares, o que amplia o leque de usuários.
Mas o grande motor do protocolo é mesmo o mercado de futuros perpétuos, que hoje responde por bilhões em volume e colocou a Aster no mapa como “a Hyperliquid da BNB Chain”.

Crescimento e números da Aster
O que realmente colocou a Aster no radar foi a velocidade com que ela ganhou mercado.
Em poucos meses, o protocolo saiu do zero para bater bilhões em volume diário, superando até players mais consolidados como a própria Hyperliquid em alguns momentos.
Os números impressionam:
O volume mensal já ultrapassou a marca dos US$ 30 bilhões;
O open interest, que mostra posições abertas de traders, cresce de forma consistente, sinal de liquidez real e não só hype artificial;
A comunidade vem destacando que a Aster conseguiu atrair não apenas especuladores, mas também builders que veem nela um terreno fértil para expandir o ecossistema.
Esse ritmo acelerado se explica em parte pela BNB Chain, onde taxas baixas e integração com usuários de varejo ajudam a gerar tração.

E claro, o apoio indireto de figuras como CZ, que deram visibilidade e reforçaram a percepção de que a Aster pode se tornar uma referência em perpétuos dentro do DeFi.

Forças e diferenciais da Aster
O primeiro ponto que salta aos olhos é a simplicidade de uso, enquanto muitas DEX de perpétuos pecam na interface ou exigem um conhecimento técnico maior, a Aster conseguiu entregar uma UX direta, com foco no trader que quer operar rápido e barato.

Outro diferencial está na BNB Chain, esse ecossistema tem uma base massiva de usuários, muito acostumados a tokens de varejo e a narrativas especulativas.
A Aster surfou bem esse fluxo, oferecendo perpétuos com taxas baixas e liquidez crescente.
Além disso, a tokenomics inicial funcionou como combustível, e airdrop distribuiu ASTER de forma agressiva, gerando buzz imediato e atraindo traders em busca de recompensas rápidas.

Diferente de projetos que distribuem pouco e demoram para engajar, a Aster acertou na dose e ganhou relevância logo no lançamento.

Hyperliquid x Aster: qual a melhor opção?
A Aster pode ter roubado os holofotes nos últimos meses, mas quando olhamos mais de perto, a Hyperliquid ainda é o player dominante em perpétuos DeFi.

Em termos de volume, a Aster chegou a superar momentaneamente a Hyperliquid, puxada pelo hype do token e pelo efeito CZ.
Porém, esse dado pode enganar. Volume é fácil de inflar com bots e campanhas agressivas, o verdadeiro termômetro é o open interest e aí a Hyperliquid segue muito à frente, concentrando a maior parte das posições abertas do setor.
Outro diferencial é a oferta de pares de negociação, enquanto a Aster trabalha com algo em torno de 40 pares, a Hyperliquid já passa de 180, o que significa mais opções para traders, mais liquidez e um efeito rede bem mais robusto.
Há ainda a questão da arquitetura, a Hyperliquid roda totalmente on-chain, enquanto a Aster mantém parte da execução off-chain. Isso pode parecer detalhe técnico, mas faz diferença para confiança de usuários e integração com outros protocolos.
Ou seja, a Aster tem mérito pelo crescimento acelerado, mas ainda não derrubou a Hyperliquid do trono.
O jogo está mais para uma disputa de atenção no curto prazo do que para uma virada estrutural.

Tokenomics e Valuation da Aster
Aqui está talvez o ponto mais delicado do projeto.
A Aster nasceu com uma distribuição explosiva via airdrop, o que deu liquidez imediata e colocou o token no radar, só que o mercado não perdoa, quanto maior a valorização inicial, maior também a expectativa e a pressão de quem recebeu tokens “de graça” para vender.
Hoje, a Aster já carrega um FDV (Fully Diluted Valuation) na casa dos US$ 14 bilhões.

Para efeito de comparação, isso já a coloca no mesmo patamar que a Hyperliquid pós-ajustes recentes.
É um número alto demais para um protocolo ainda em fase inicial, com pouca diversificação de produto e dependência de hype.
Outro ponto é a diluição futura, a inflação do token pode não parecer tão agressiva agora, mas há um cronograma de desbloqueio pesado vindo pela frente.
Isso significa que, sem um fluxo contínuo de novos usuários e traders gerando taxas, o preço pode sofrer pressão constante de venda.

Riscos e Pontos de Atenção da Aster
Se a Aster brilhou com crescimento rápido, hype do airdrop e apoio indireto do CZ, também carrega algumas fragilidades que não dá para ignorar…
1. Valuation esticado demais
O FDV em torno de US$ 14 bilhões é pesado para um protocolo tão novo. Isso coloca o token lado a lado com a Hyperliquid em termos de “preço futuro embutido”, mas sem a mesma profundidade de produto ou efeito de rede. Quanto maior o valuation inicial, menor a margem de segurança para quem entra agora.
2. Diluição e desbloqueios
O cronograma de desbloqueio de ASTER ainda vai liberar muito token no mercado. Isso significa pressão constante de venda, a não ser que o protocolo consiga manter crescimento acelerado de usuários e taxas. Quem recebeu no airdrop já realizou lucro, mas os próximos unlocks podem pesar ainda mais no preço.
3. Execução off-chain
A Aster ainda roda parte de sua estrutura fora da blockchain. Isso pode limitar a confiança de usuários mais exigentes e a integração com outros protocolos. Enquanto a Hyperliquid é 100% on-chain e aberta a composições DeFi, a Aster ainda parece meio “semi-centralizada”.
4. Dependência da BNB Chain
A BNB Chain é um ecossistema massivo, mas também marcado por narrativas especulativas e tokens de varejo. Isso ajudou no início, mas também torna a Aster vulnerável ao humor do varejo. Se o fluxo para na BNB, o crescimento pode travar.
5. Concorrência crescente
Hyperliquid não está morta. Pelo contrário, segue líder em open interest e em número de pares. Além disso, outras plataformas de perpétuos (Lighter, Paradex, GMX, Drift) estão se movimentando e podem dividir ainda mais a liquidez. A guerra dos perpétuos está só começando, e dificilmente haverá espaço para “um único vencedor”.
6. Hype como motor principal
Boa parte da narrativa da Aster ainda gira em torno do hype, CZ citando, token pumpando, comunidade animada. Isso funciona no curto prazo, mas sem fundamentos sólidos de médio prazo, corre o risco de se transformar só em mais um boom-and-bust do DeFi.

Aster é mesmo ameaça à Hyperliquid?
A Aster saiu do nada para se tornar protagonista da narrativa de perpétuos em 2025. Surfou a BNB Chain, entregou UX simples, ganhou hype com CZ e distribuiu tokens via airdrop de forma agressiva, uma combinação que deu resultado imediato.
Mas crescimento rápido não significa domínio garantido…
Quando olhamos além do volume e do buzz, a Hyperliquid ainda tem mais profundidade: concentra o maior open interest, oferece muito mais pares, roda 100% on-chain e já provou resiliência no setor.
A Aster mostrou que pode ser uma competidora séria, mas ainda não é o “flippening”. É um player novo com valuation esticado, cronograma de desbloqueio pesado e forte dependência da narrativa de varejo da BNB Chain.
👉 O que esperar daqui pra frente?
No curto prazo, a Aster pode continuar surpreendendo, principalmente se o hype de perpétuos se mantiver e o varejo da BNB seguir ativo.
No médio prazo, precisa provar que não é só “mais uma DEX de hype”, e sim que consegue sustentar liquidez, atrair builders e diversificar produtos.
No longo prazo, o jogo será definido pela capacidade de consolidar efeito rede e competir de igual para igual com a Hyperliquid em volume real e profundidade de mercado.
No fim, a Aster hoje é mais promessa do que realidade. Pode render bons lucros para quem sabe jogar o ciclo, mas ainda não mostrou força suficiente para derrubar a Hyperliquid do trono.

