
O mercado está em alta, mas a dúvida permanece: ainda faz sentido entrar agora ou já é tarde?
Enquanto o Bitcoin renova máximas e as altcoins tentam ganhar tração, muita gente continua presa a um velho hábito. Fica esperando uma decisão do Fed ou aguardando uma correção que nunca vem, acreditando que o melhor ponto de entrada ainda vai aparecer.

Mas o jogo já está rolando. E quem está olhando apenas para o macro pode estar perdendo o que realmente importa.
O capital voltou para o mercado. A atividade onchain aumentou significativamente. As melhores aplicações cripto estão gerando receita real e comprando de volta seus próprios tokens.
Neste conteúdo, vamos analisar os sinais que o mercado está dando agora e entender o que fazer com a sua carteira.
Oportunidade ainda existe, mas exige estratégia… 🖖👇
O mercado subiu, mas ainda não explodiu
Maio foi um mês forte para o mercado cripto.
O total de capitalização subiu cerca de 12%, o Bitcoin renovou seu topo histórico e o fluxo para produtos institucionais, como ETFs, se manteve positivo.

Mas diferente do que vimos em ciclos anteriores, a alta veio sem euforia.
Os dados mostram que o movimento ainda está longe de um topo: funding rates seguem moderados, o índice de medo e ganância está em zona neutra e grande parte dos tokens ainda não entrou em tendência de alta no longo prazo.

Isso indica que estamos em um momento de construção, não de exaustão.
A entrada de capital é real, mas está indo para os ativos com mais tração, o que favorece quem está alocado com estratégia.
Eu acredito que é hora estar bem posicionado.
E, quando digo “bem posicionado”, eu quero dizer que você precisa escolher MUITO bem e com cuidado em que está. A onda pode acabar sendo forte, seja positivamente, quanto negativamente, tenha cuidado.

Ainda vale alocar em cripto nesse momento?
O mês foi de alta. Cripto superou todas as outras classes de ativos, com quase o dobro de performance em relação a ações e ouro.
Ainda assim, a maioria ainda está olhando para o lado errado.

Enquanto os olhos seguem voltados para o Fed, a atividade onchain deu sinais claros de aceleração:
• O índice Dune saltou de 50 para 71

• As blockchains geraram US$ 260 milhões em receita

• Os apps cripto passaram dos US$ 377 milhões

• E os DEXes movimentaram impressionantes US$ 474 bilhões

Alguns dos melhores projetos do setor não só estão gerando caixa, como estão recomprando seus próprios tokens.
Os fundamentos voltaram a importar.
A sensação?
Estamos no último respiro antes do ciclo virar e a próxima onda de liquidez talvez venha de onde poucos estão prestando atenção.
É só ler os números acima, eles não mentem…
Vamos entrar mais nesses dados e entender o que tudo isso realmente significa para o seu portfólio.

O ciclo está mudando, mas o mercado ainda não percebeu
Quem dita o ritmo dos mercados é o ciclo econômico. E hoje, todos os sinais apontam para uma transição que já começou, por mais que de forma silenciosa.
O ISM (um dos principais indicadores da atividade industrial nos EUA) veio abaixo das expectativas, marcando 48,5.

Isso ainda indica desaceleração, mas a tendência aponta para uma virada em breve.
O movimento natural é que, com a retomada da atividade, o ISM volte a subir e, com ele, o apetite por risco.
Enquanto isso, a inflação medida pela Truflation saltou de 1,35% para 2,06% em maio.

Esse indicador costuma antecipar os dados oficiais, o que pode sinalizar pressão inflacionária nos próximos meses.
Mas nada alarmante, por enquanto…
A leitura aqui é simples: estamos nos estágios finais do período de desaceleração.
O mercado começa a se posicionar para o “macro verão”, aquele momento em que liquidez volta, ativos de risco performam melhor e o capital volta a buscar retornos mais agressivos.

Altcoins ainda hesitam, mas a base está sendo construída
Mesmo com o bom desempenho do mercado em maio, a maioria das altcoins ainda não engataram. E os dados explicam o motivo.
Apenas 24% dos tokens estão em tendência de alta no curto prazo (acima da média de 50 dias), e esse número cai para 5% quando olhamos a média de 200 dias.

Ou seja, poucos ativos mostram força real de longo prazo neste momento.
Além disso, o Altcoin Index, que mede quantos tokens estão superando o desempenho do Bitcoin, caiu de 20% para 15% no mês passado.

Isso reforça a tese: ainda é o Bitcoin quem dita o ritmo do mercado.
O sentimento melhorou, mas ainda está longe da euforia. Isso é, há oportunidades claras.
O índice de medo e ganância saiu de 50 e voltou a subir, mas bateu resistência nas faixas mais otimistas.

Já os funding rates estão positivos, sinalizando mais investimentos na alta, mas ainda em níveis saudáveis.
Tudo isso mostra que o mercado está em fase de preparação. O terreno está sendo construído, mas ainda não há confirmação para uma entrada agressiva no risco.

O risco de ficar fora…
O mercado está subindo, mas sem alarde.
Nenhuma manchete chamando de “bull market”. Nenhuma euforia visível. E, talvez por isso, muitos ainda não se deram conta do que está acontecendo…
Nos ciclos anteriores, quem ficou esperando o “ponto ideal” muitas vezes perdeu a janela de oportunidade.
As entradas mais assimétricas sempre acontecem quando os dados melhoram, mas o consenso ainda não chegou.
E um dos maiores riscos neste momento, talvez, não seja estar exposto.
Mas sim, continuar esperando demais…

Faz sentido alocar agora?
O cenário atual ainda está longe do “modo euforia”, como vimos em todos os dados.
Mas estão apontando para um momento de retomada gradual, com fundamentos melhorando, liquidez voltando e o risco sendo melhor precificado.
Apesar da expectativa em cima do Fed, a atividade onchain cresceu, o volume nos DEXes explodiu, e os aplicativos estão gerando receita real e, em muitos casos, recomprando seus próprios tokens.
Enquanto isso, boa parte do mercado ainda está parada, esperando o “sinal verde” macro, como se só Jerome Powell tivesse poder para autorizar uma nova bull run...


