O DeFi nasceu com a promessa de ser um ecossistema descentralizado, feito de protocolos independentes competindo em pé de igualdade.

Mas recentemente o jogo mudou.

O que antes eram aplicativos isolados, cada um brigando por liquidez e atenção, agora está se tornando plataforma. Protocolos que antes tinham um produto central começaram a se expandir em módulos, ecossistemas e até marketplaces internos.

👉 É a lógica do “ser a base” em vez de “ser só mais um app”.

Esse é o momento em que nomes como Aave e Sky começaram a ganhar relevância.

Venha entender o que está mudando no mercado!👇🖖

Por que plataformas? E por que importam?

No início do DeFi, cada protocolo eram peças soltas que cuidavam de empréstimos, derivativos e stablecoins. O usuário precisava montar o quebra-cabeça sozinho.

Agora, o tudo está mudando. As plataformas surgem para integrar tudo no mesmo ecossistema: liquidez, produtos interligados e incentivos que mantêm o usuário preso.

Quanto mais gente entra, mais valor circula dentro, criando um ciclo difícil de quebrar.

E isso importa porque muda a dinâmica de mercado:

  • Em vez de dezenas de apps competindo, temos alguns hubs dominando 80–90% do valor.

  • Quem se tornar “a plataforma padrão” vira infraestrutura crítica do DeFi, e tende a crescer de forma desproporcional.

Se antes a pergunta era “qual app usar?”, agora a dúvida real é: em qual plataforma todo o mercado vai construir?

O efeito rede

Plataformas não vencem só porque oferecem um bom produto.

Elas vencem porque criam redes de valor. Quanto mais usuários, desenvolvedores e projetos se conectam, mais difícil é sair.

É o mesmo princípio que fez a App Store transformar o iPhone em algo muito maior que um celular…

O hardware sozinho era bom, mas foi a explosão de aplicativos em cima da plataforma que criou um ecossistema impossível de copiar.

Em cripto, acontece o mesmo:

  • Um protocolo isolado pode ser útil, mas tem um teto de crescimento.

  • Uma plataforma, ao contrário, atrai construtores e capital de fora, expande casos de uso e se retroalimenta.

Esse efeito rede cria o que o mercado chama de moat: uma barreira defensiva que protege os vencedores.

Não importa se aparece um app com uma feature melhor, se não tiver a rede de usuários, liquidez e desenvolvedores em volta, não consegue competir.

É aqui que está a virada: no futuro, tokens não serão avaliados apenas pelo que entregam hoje, mas pelo poder do ecossistema que conseguem atrair para amanhã.

Casos concretos em cripto

O discurso de “plataforma” pode parecer abstrato. Mas já existem exemplos claros acontecendo dentro do mercado.

Aave é o caso mais óbvio. Começou como um protocolo de empréstimos.

Hoje, está se transformando em um hub de liquidez. Mercados isolados, modo eletrônico, expansão para múltiplas redes e a aguardada V4 mostra essa transição.

A lógica é simples: não basta oferecer crédito, A Aave quer ser a infraestrutura sobre a qual outros apps constroem, usando sua liquidez como base.

Já a Sky seguiu caminho parecido, mas partindo das stablecoins.

Depois de bater no teto de crescimento em 2022, percebeu que só emitir uma stablecoin descentralizada não bastava.

A resposta foi virar uma plataforma de yield, integrando projetos como Spark e Grove, que juntos já administram bilhões.

O resultado?

A stablecoin deixa de ser apenas “moeda” e vira motor de rendimento, atraindo usuários que buscam retorno.

Ambos os casos mostram o mesmo padrão: projetos que se fecham em si mesmos ficam limitados. Os que se abrem como plataformas criam efeito rede, atraem liquidez e ganham relevância.

Por que o timing importa

Transformar-se em plataforma não é só uma questão de estratégia. É também uma questão de momento.

Agora, em setembro de 2025, o mercado está em transição: a liquidez global começa a voltar, os institucionais voltam a se posicionar e os investidores de varejo estão mais atentos.

Nesse cenário, quem já está se consolidando como infraestrutura larga na frente.

Projetos que demorarem demais correm o risco de ficar no limbo: úteis, mas substituíveis.

O capital vai migrar naturalmente para quem entrega não apenas um produto, mas um ecossistema inteiro.

O timing importa porque os ciclos do cripto são rápidos.

Quem se estabelece como plataforma no início da onda cria efeito rede antes dos outros.

O futuro não é de apps, é de plataformas

O mercado de cripto sempre foi rápido em criar narrativas.

Primeiro foram os tokens utilitários. Depois DeFi isolado. Agora, a próxima virada já está clara: as plataformas.

Elas atraem usuários, concentram liquidez e constroem barreiras naturais contra a concorrência.

O efeito rede já está em movimento, e os exemplos de Aave e Sky mostram que quem se posiciona cedo ganha tração - mas são apenas exemplos.

A provocação é simples: você ainda enxerga tokens como apps de curto prazo ou já está olhando para quem pode virar infraestrutura indispensável no próximo ciclo?

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