
4 sinais que marcaram o fim dos últimos bear markets do Bitcoin.
O Bitcoin buscou US$ 74.000. Alguns ficam animados nesse momento, mas o ponto ideal aqui é entender quando de fato vai ser a verdadeira reversão.

Nós temos indicadores fundamentalistas e técnicos que nos mostram isso, que indicam, de fato, quando o mercado volta a entrar em bull market novamente.
E é justamente o que vou te mostrar aqui: os 4 sinais que marcaram o fim dos últimos bear markets do Bitcoin. Para que você consiga analisar, se preparar para esse momento e não ser um emocionado.
Porque como mencionamos em conteúdos passados, entramos na fase mais perigosa do bear market: a fase de encontrar fundo.
Aquela manada que estava em negação no começo do ano, agora se dá conta. As pessoas começam a desejar preços mais baixos. É aqui que começa a ter bastante ruído, bastante confusão. Então vamos entender como analisar com racional de verdade! 🖖👇

Sinal 1: Rompimento das médias móveis no semanal
Esse é o sinal técnico mais claro e que se repetiu em todos os ciclos anteriores.
Durante o bear market, o preço do Bitcoin é constantemente rejeitado pelas médias móveis, especialmente, a média de 50 e a de 100 no semanal.
Elas atuam como resistência, empurrando o preço pra baixo toda vez que ele tenta subir.

A reversão acontece quando o Bitcoin rompe a faixa de bull market, testa ela como suporte e passa a média de 50 no semanal. A partir desse momento, nos ciclos anteriores, o Bitcoin começou a visitar novos patamares de preço.
No ciclo passado: quebramos a faixa de bull market, quebramos a média de 50 e fomos embora.
No ciclo retrasado: a mesma coisa.
Até então, durante o bear market, éramos rejeitados.
Neste momento, a média de 100 está atuando como resistência e a faixa de bull market também. Enquanto o preço não romper essas faixas para cima, não dá pra falar em reversão confirmada.
Como acompanhar: configure as médias móveis simples (SMA) de 50, 100 e 200 semanas no TradingView ou na plataforma que você utiliza.
Quando o preço romper e se sustentar acima delas, é um dos primeiros sinais.

Sinal 2: Fluxo dos ETFs voltando a ser positivo
Os ETFs de Bitcoin foram um fator determinante durante o último ciclo de alta. E agora, nesse bear market, o que estamos vendo é o oposto: saídas massivas.
Tivemos cerca de US$ 82 bilhões em saída desses ETFs. O fluxo continua negativo, tem mais vendas do que compras de fato acontecendo.

A reversão aqui é simples de identificar: quando os fluxos dos ETFs voltarem a ser consistentemente positivos e crescentes, significa que o mercado institucional e o varejo estão voltando a ficar otimistas.
Enquanto os fluxos estiverem negativos, não mostra força.
Simples assim…
Como acompanhar: vocês podem analisar isso gratuitamente pela Economics, pela SoSo Value ou pela CoinGlass.
É só buscar por fluxo dos ETFs de Bitcoin e acompanhar diariamente se as entradas estão voltando a superar as saídas.

Sinal 3: RSI no semanal batendo zona de fundo
Toda vez que o RSI (Índice de Força Relativa) no semanal do Bitcoin atinge determinadas faixas de sobrevenda, historicamente estamos próximos do fundo.
Nos últimos ciclos, o padrão foi claro:
O RSI bateu a zona de fundo uma vez, e depois o mercado reverteu.
No ciclo passado, bateu duas vezes, a segunda foi por conta do colapso da FTX. Depois desse segundo toque, voltou com tudo e rompeu tudo.
Agora, neste ciclo, já batemos essa zona, e, o mercado está bem esticado, a mola está bem comprimida. Quanto mais comprime, maior tende a ser o movimento depois.

Se tivermos um evento de estresse nesse período (como uma guerra escalando), pode haver um novo teste.

Mas o ponto é: historicamente, quando o RSI chega nessas faixas no semanal, o fundo está próximo.

Sinal 4: Supply in Profit rompendo a linha de resistência
Esse é um indicador on-chain que mostra a porcentagem do mercado que está em lucro ou prejuízo.
O padrão é o seguinte: toda vez que entramos em bear market, o indicador de Supply in Profit começa a ser rejeitado por uma linha de resistência (a linha azul no gráfico). Rejeitado, rejeitado, rejeitado, várias vezes.

Até que, em determinado momento, ele rompe essa linha. E esse rompimento coincide exatamente com o fim do bear market e o início de um novo ciclo de alta.
No ciclo retrasado: rejeitado várias vezes, rompeu, e a partir daí surfamos o novo ciclo.
No ciclo passado: mesma coisa. Rompeu bem no fundinho e dali foi embora.
Agora, essa linha de resistência está em cerca de 55% da lucratividade do mercado. Quando rompermos essa faixa, provavelmente estaremos surfando um novo ciclo.
Como acompanhar: esse indicador está disponível no site Check On Chain. Basta analisar quando a linha vermelha (lucro do mercado) cruza acima da linha azul (resistência). Quando esse cruzamento acontece, é sinal de reversão.

O cenário atual:
Ainda estamos em bear market. O suporte de US$ 60.000 é muito forte, tem muito volume e interesse nessa faixa. Então a expectativa é de lateralidade a partir daqui.

Antes de qualquer reversão mais forte, o Bitcoin ainda vai precisar lidar com:

US$ 78.000 — zona onde tem muitas calls e onde foi construída uma nova resistência (faixa da média de 50 daquela queda passada em abril).

US$ 87.000 — primeira faixa de reversão mais forte.
Pode haver rejeição antes mesmo de chegar nessas faixas.
E, se buscar faixas mais baixas, a região de US$ 55.000 a 57.000 é o ponto de referência, com base no VPVR e na banda inferior que marcou os fundos dos ciclos anteriores.
Então, fica de olho e acompanha os dados de forma racional!
Os 4 sinais precisam se alinhar, não somente o técnico, mas o fundamentalista. S
e on-chain melhora, os ETFs voltam a ter fluxo positivo, o RSI reseta e as médias são rompidas, aí sim temos a base para uma reversão real.
Até lá, sem emoção. Olhe os indicadores, olhe os dados. Eles vão dizer quando o mercado voltou — e não os vídeos, notícias ou ruídos no Twitter.
Faça sua própria pesquisa.
Até a próxima análise, e, caso queira aprender mais, entre na lista de espera do defiverso, em breve teremos a abertura da próxima turma:
Te espero lá!🖖


